12 de março de 2014

Então o casamento protege?

No dia 10 de março o SUS - Sistema Único de Saúde - começou a oferecer a vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) para meninas de 11 a 13 anos, em postos de saúde e em escolas públicas e privadas de todo o país. Essa vacina vai ajudar também a proteger do câncer de colo do útero. Isso é fato e você pode verificar neste link.
Mas como o povo brasileiro adora reclamar, obviamente teríamos o grupo contra vacinas que salvam vidas. Não consigo imaginar pessoas contra algo que o governo está distribuindo sem custo para melhorar a saúde da população. A oposição da vacina são as mamães evangélicas (e religiosas ao extremo em geral). Elas alegam que essa vacina incentivaria suas filhinhas a terem relações sexuais pois vão se sentir mais seguras. E ainda, dizem que a unica forma de se proteger da doença é a fidelidade no casamento. Como se isso dependesse apenas da mulher. Não deu para acreditar ainda né? Clique aqui para ver.
Primeiramente, se a filhinha for tão alienadamente evangélica como a mãe, obviamente que ela não vai ser tentada pelo satanás a ter relações sexuais antes do casamento com ou sem a vacina. Se ela fizer é porque a senhora mãe não fixou a própria ideia o suficiente na cabeça da filha. Afinal ela é livre para fazer e pensar como quiser. Outro ponto é que mesmo casada ela pode ter a doença, ninguém sabe o que o marido pode fazer quando sai para trabalhar. E ela pode morrer ou ter câncer, isso mesmo, e a culpa vai ser da querida mãe. Mais do que relação com um ou com dois, de usar camisinha ou não, de infidelidade ou não, estamos falando de saúde, todos os cidadãos tem direito a saúde e algumas mães estão privando suas filhas desse direito. Não, o casamento não te garante proteção a nenhuma doença, por mais fiel que seja. Então, queridas mamães, acordem e deixem suas filhas terem o direito a saúde que o governo está oferecendo. 

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