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1 de agosto de 2016

O Nascimento de um sonho

Demorou, mas saiu a nossa revista, o nosso TCC, o nosso sonho. Faz mil anos que gostaria de postar aqui e falar sobre esse projeto incrível que mudou minha vida e a da Hellen!

Estou obesa na foto, afinal foi tirada em novembro de 2015 e em uma das fases mais estressantes e de saúde ruim da minha vida, mas vamos voltar a falar de coisa boa.

Nosso projeto foi uma revista feminina chamada DONNE, voltada para o público do Vale do Paraíba, a ideia era que ela se parecesse com uma revista profissional nacional como as grandes que existem por aí como Marie Claire, TPM, Glamour, etc. Podemos dizer que atingimos o objetivo e tiramos 10, fechando a época da faculdade com chave de ouro.

Fizemos essa revista 100% por nossa conta, não terceiramos nada, apenas a revisão de texto (que ajudamos também). Fizemos todo o esqueleto, todas as matérias, todas as entrevistas, todas as fotos, todas as edições e a diagramação de todas as páginas e isso nos enche de orgulho! Confira então abaixo o nosso bebê e diga o que achou! <3


14 de setembro de 2015

Conselhos sobre TCC

Eu vou contar um história e ela é sobre mim.

Estava a jovem universitária em meados do terceiro ano da faculdade. Era tempo da grande decisão: o TCC. Muitas escolhas a fazer: sozinha ou em dupla, tema, abordagem, formato, orientador, etc. Mas uma coisa era certa, havia um sonho em sua mente: Um TCC brilhante. O projeto de sua vida. O grande livro que lhe traria sucesso e que os professores aplauririam de pé. O trabalho nota 10. O trabalho que traria sucesso profissional na certa.

Pobre jovem inocente. Sabe de nada. Não é bem assim que as coisas funcionam.

A jovem preparou tudo em sua mente, fez o pré-projeto, escolheu o professor, começou a pesquisa.

Agora vamos falar direito em primeira pessoa. Eu tinha um trabalho estável e tranquilo, dava muito bem para eu equilibrar o job com o TCC. E de certa forma, meu tema tinha muito haver com meu antigo emprego e isso ia me ajudar muito.

Foi quando caiu um notícia bombástica no meu colo: eu tinha sido chamada pra um estágio em uma mega empresa.

Decidi largar tudo. Emprego, tema, formato e orientador. E foi a melhor coisa que eu fiz. Me juntei no projeto da minha best friend que era um tema mais gostoso e menos denso que o meu antigo. E, novamente, foi a melhor coisa que eu fiz.

Meu novo estágio se mostrou muito intenso. Sugador do meu tempo e de todas as minhas energias. Trabalhando igual gente grande. Seria impossível fazer o TCC se eu ainda tivesse aquele tema complexo e estivesse fazendo o trabalho sozinha.



Enfim, a minha dica é: escolha um trabalho gostoso, um tema fácil pra você, e algo simples. Ser simples é ser feliz. Você nunca sabe as voltas que o mundo pode dar e fazer sua rotina dar um giro de 360º. E não importa se você não tirar um 10, ou se o seu trabalho não está entre os melhores da turma. No final das contas o que importa é a sua carreira e se você vai conseguir um emprego depois de se formar.

O TCC é sim um bicho de 7 cabeças e todos temos que passar por isso. Mas cabe a cada um escolher como lidar com isso. Não faça sozinho, é sempre bom ter alguém para partilhar os anseios e angustias.

No final tudo da certo, vai na fé e coragem!

22 de agosto de 2015

Trilogia Millennium

Do autor e jornalista sueco, Stieg Larsson, essa é sem dúvida a trilogia mais FODA que já li.
Eu não consigo nem explicar de como esses três livros são sensacionais e de como essa história mexeu profundamente comigo!

Temos dois personagens principais, a primeira é a Lisbeth Salander, uma garota problemática, tímida, bissexual, e MUITO inteligente. Detalhe, ela é hacker.

Depois temos um jornalista de uma revista famosa chamada Millennium, Mikael Blomkvist curte reportagens investigativas, que geralmente abalam a mídia com denúncias.
Os livros da Trilogia!


No primeiro livro, "Os homens que não amavam as mulheres", os dois personagens de unem para investigar um assassinato envolvido com estupros e violência contra mulheres. Nessa, eles se envolvem bastante e ficam gostando um do outro, mesmo sendo muito diferentes.

O livro é suspense, adoro livros de investigação que te surpreendem no final, e esse realmente é um deles.

Depois temos o livro 2 e 3, "A menina que brincava com fogo" e "A rainha do castelo de ar". O 3 é continuação do 2. Nesses, a história é que Lisbeth foi acusada de homicídio triplo, ninguém acredita na inocência dela, apenas Mikael, que inicia sua investigação paralela a da polícia.

Os livros são gigantes, o último da trilogia tem quase 700 páginas, acho que é o livro mais longo que li, e li em poucos dias, não conseguia nem trabalhar pensando na história e louca para saber o que iria acontecer.

Pena que o autor morreu após o terceiro livro, ele poderia ter escrito muito mais.

Tem também filme, na versão Americana, que é a melhor, tem apenas o filme do livro 1. Na versão sueca tem os 3 filmes, mais não é tão boa. Todos esses filmes você encontra no Netflix.

As capas dos filmes!



Não sei se é o fato de envolver o mundo do jornalismo, ou o fato de falar sobre violência contra mulher ou sobre hacker, ou mesmo sobre investigação (amo livros desse tipo), só sei que essa é história mais fantástica que já li. Super recomendo.

É FODA! E forte. Não recomendo para menores.

18 de julho de 2015

Não existe Gestão sem Comunicação

Um livro de Daniel Costa que fala sobre como conectar endomarketing, liderança e engajamento.


Na minha opinião não existe absolutamente NADA sem COMUNICAÇÃO, já que se comunicar está na natureza do homem desde o início dos tempos. Mas quando se fala de gestão, ela se torna ainda mais imprescindível.

Nas empresas hoje em dia ainda não é claro a importância de uma comunicação bem feita. Nos lugares que trabalhei, ela sempre foi vista como algo "bônus", que dá pra viver sem, que é a primeira a ser cortada em crises. E isso quando se trata de comunicação externa. Quando falarmos de comunicação interna e endomarketing, a coisa fica ainda mais feia. E isso não pode ficar assim!

Comprei esse livro devido ao meu novo estágio que mescla comunicação com administração e queria saber mais sobre esse universo. Eu só não esperava que esse livro fosse se encaixar tanto com a realidade no meu job, tanto que até meu #Boss pediu emprestado.
Meu livro e meu minion Kevin simplesmente porque as cores combinaram.
(Foto original do meu Insta @alemariasantos).

O Autor do livro, Daniel Costa é que um cara muito experiente que já trabalhou em grandes empresas e tem muita coisa interessante para contar. O trabalho dele é incrível, ele entra na empresa e aprende e observa tudo para aplicar uma estratégia de endomarketing eficaz.

O livro é separado em partes aonde metade é voltada para os Gestores da Empresa e a outra metade e voltada mais para os profissionais de comunicação interna e endomarkting.

Daniel deixa bem claro o que é endomarketing e como ele afeta no engajamento dos funcionários com a empresa, que afeta a vida e o sentimento dos colaboradores, que afeta a produção, que afeta os indicadores de desempenho, que afeta o lucro e desenvolvimento da empresa. Ele fala como controlar tudo isso usando a comunicação como grande arma e explica como fazer isso acontecer da maneira certa. É um universo fantástico e que muito me cativa.

É um livro bem fácil e rápido de ler. O autor faz um diálogo com o leitor o tempo todo e até faz piadas no meio de alguns gráficos. Para quem vive nesse universo de gestão/comunicação/marketing/administração vale a pena a leitura, ela abre os nosso olhos para coisas óbvias mas que não enxergamos com a correria e altas demandas do dia a dia. Vale a pena a leitura.

20 de junho de 2015

Sobre a melhor revista do mundo: TPM

Se você é mulher e é inteligente, você tem que ler essa revista. E se você for do tipo mente aberta, vai amar.

A TPM é a versão feminina da revista TRIP. Não tenho nem palavras para descrever o quanto essa revista é FODA. A TPM é ousada e corajosa, fala coisas que outras não teriam coragem como por exemplo uma mega discussão sobre o aborto.

Fala sobre o que a mídia não fala, discute o que a sociedade tenta esconder, por isso digo que é para mulheres de mente aberta. Fala de bunda, de vagina, de orgasmo, de abuso, de discriminação, fala de tudo, com pulso firme e coragem.

O tipo de revista que não aliena e sim traz informação e conteúdo. Não impõe moda ou padrões de beleza, não exagera na maquiagem e no Photoshop. Uma revista real, ao natural, como a mulher é.



Algo bem ousado na TPM são os ensaios sexy com homens. Mulher também gosta disso, mas não da mesma forma que os homens. Mulheres não curtem fantasia, gostam de coisas naturais.

Uma revista simples, delicada, moderna e intensa. Uma revista que é impossível apenas folhear e passear os olhos nas imagens, a TPM é uma revista que você precisa ler, tem muito conteúdo interessante e não apenas imagens bonitas.



Sou assinante dessa revista maravilhosa e aguardo ansiosamente meu exemplar todos os meses. São muitas matérias incríveis e por isso levo quase o mês todo para ler ela inteira, a revista para ter na cabeceira da cama. Deve ser um sonho poder trabalhar na TPM e ter abertura para dar esse tipo de abordagem e usar temas polêmicos. Gente, até a diagramação da revista é F***! Uma revista 100% fora da caixinha e com informação de qualidade.


Faz mais ou menos um ano que sou assinante e das revistas que recebi até agora, essas três foram as minhas preferidas, tanto pelo conteúdo quanto pela capa. Deborah Secco, Pitty e Patrícia Abravanel.

Eu indico para todas as minhas amigas essa revista! Na minha opinião, a melhor e mais inteligente revista feminina no mercado brasileiro hoje.

13 de junho de 2015

Tome suco verde e seja feliz

Ser saudável está na moda, e postar foto do prato da dieta no Instagram também.

Por Alessandra Maria

No trabalho, vejo os famosos shakes em muitas mesas. No instagram são sucos verdes, batatas doces, e receitas fantasiosas. Na festa da família o assunto são os quilinhos a mais de uma prima e a nova ginástica que a tia está fazendo. Será que agora é regra na sociedade estar sempre tentando emagrecer?

Estamos vivendo uma geração saúde, podemos ouvir e ler constantemente o famoso clichê: “ser saudável é o que interessa o resto não tem pressa”. Lojas de comidas orgânicas e integrais estão pipocando em todas as esquinas da cidade, mesmo tendo preços absurdos e com o país em crise. A moça ganha um salário mínimo, mas todo mês não deixa de comprar o “pozinho mágico” que ela acredita fielmente que vai funcionar. Sem contar no arroz especial, o Goji Berry, o Iogurte desnatado, o gengibre, a linhaça e tantos outros itens da dieta.

Mas, a coisa fica feia quando vemos que tem muita gente confundindo ser saudável com ser magro. Que a sociedade moldou um padrão de beleza para as pessoas, disso já sabemos. Mas até que ponto as pessoas são fascinadas para conquistar essa perfeição? Vejo pessoas se matando para comprar e conseguir comer aquelas comidas que muitas vezes tem péssimo sabor. Os amigos saem para se divertir em um bar e o cara não come nada porque engorda. Será que viver para sempre de dieta vai te fazer feliz?
Eu penso que não, já viu alguém triste comendo coxinha? E chocolate? E lasanha? Eu nunca vi. Aquele almoço delicioso no domingo com a família, o jantar sofisticado com o namorado, a pizza com os amigos, comer bem faz parte da felicidade. Esse vício em ser “saudável” pode levar a pessoa à depressão, muitos tem estatura larga e o “ser gordinho” nos genes, as dietas se mostram mágicas mas tem efeitos diferentes em cada tipo de organismo. Se os shakes realmente emagrecessem não existira mais pessoas nem fofinhas na face da terra.

Ser saudável é estar com os níveis de açúcar e colesterol no lugar certo. É ter disposição, praticar exercícios. Não precisa se matar todos os dias na academia e viver de dieta para ser saudável. Ter saúde também é ter equilíbrio.

Então aceite quem você é, se preocupe com a saúde sim, mas não com o padrão de corpo perfeito. A pessoa pode ser linda, definida e postar fotos incríveis no instagram, mas será que ela é feliz? As vezes sim, as vezes não. Mas eu prefiro ser uma gorda feliz, comer o que eu sentir vontade, o que eu gosto, do que passar a vida me regrando em todas as refeições para tentar atingir um padrão de beleza que foi imposto. Então coma o que você gosta e seja feliz de verdade.

23 de abril de 2015

Que futuro terei com jornalismo?

Esse post vai para uma leitora especial.

Quando escolhi fazer jornalismo eu confesso que mau sabia aonde eu estava me metendo e apostando meu futuro. Ser jornalista não tem prestígio nenhum, a não ser que você seja o próximo William Bonner, não é uma profissão conhecida por altos salários ou de grande empregabilidade. Então, eu acredito que, quem escolhe estudar comunicação é porque ama o que faz e tem o dom dos paranauê.

Eu sempre gostei muito de escrever, de falar, de tirar fotos, de fazer vídeos, de contar histórias, de programas de edição, tudo isso sempre me encantou. Mas, só fui descobrir o que realmente era jornalismo depois de mais de um ano de faculdade.

O primeiro ano na faculdade é meio mágico, tudo parece meio surreal e com isso vem o medo. Os professores tendem a assustar os focas e isso é bom, porque quem não sair no primeiro ano vai até o fim. Minha sala começou com 35 alunos e hoje tem 13.

É uma profissão para os criativos e curiosos. Tenho muitos amigos que estudam comigo e são tímidos, não gostam de câmeras e ainda assim são ótimos jornalistas. Quem é leigo acha que o único futuro do jornalista é apresentar o Jornal Nacional da Rede Globo. MITO. Aos poucos, você vai vendo que tem muito mais campo de trabalho do que isso, muito mesmo. Por exemplo, com esse boom das redes sociais, as agências de comunicação e empresas estão começando a contratar jornalistas como criadores de conteúdo ou analistas de redes sociais. Eu já trabalhei em uma empresa apenas para cuidar das redes sociais. É um campo novo e que tem muito a crescer. A dica que eu dou é: ache um tempinho e faça um cursinho de Photoshop e/ou Illustrator e/ou Indesign, são programas de edição de imagem que com certeza vão rechear muito seu currículo.


Euzinha no primeiro ano de jornalismo na Universidade de Taubaté


























O jornalista pode ser fotógrafo, cinegrafista, radialista, assessor de imprensa de instituições, políticos ou famosos. Pode prestar assessoria de comunicação estratégica, pode trabalhar em agências criando conteúdo para redes sociais, materiais institucionais em vídeo ou texto e assessoria. Pode ser editor ou diagramador de revistas ou publicações institucionais. Pode ser blogueiro, pode criar ou trabalhar para um site de notícias local ou nacional. Pode ser repórter mas também pode trabalhar na TV na área de produção. Pode trabalhar com comunicação interna, assessoria em eventos e cerimoniais. Pode escrever textos para diversas revistas e jornais. Pode também trabalhar com comunicação empresarial, que é a área que eu escolhi e mais gosto. Claro que, algumas dessas áreas você vai precisar de cursinhos extras-curriculares ou especializações, mas a questão é: Tem campo de trabalho, tem vaga, está em crescimento e sim, você pode, pode tudo o que estiver disposto a lutar, pode ser o que quiser. Eu acredito que quando você é bom e faz o que ama você conseguirá o sucesso e a felicidade na sua área.

Por isso a minha frase é essa: LOVE WHAT YOU DO

Demorei três anos para perceber que queria trabalhar com comunicação empresarial. Descobri vivendo, trabalhando e fazendo isso. Gosto muito da área de design e propaganda e posso conciliar isso com o jornalismo que tanto amo. As empresas não percebem, mas a comunicação bem feita é uma arma poderosa e todas precisam de um profissional de comunicação.

O que faço hoje como Analista de Comunicação e Marketing?
Escrevo notícias e fotografo eventos para atualizar o site da empresa e Facebook. Crio conteúdos para as redes sociais. Coordeno campanhas publicitárias online e offline que envolvem panfletos, brindes, outdoors, vídeo para TV, spots para rádio, entre MUITOS outros. Faço criação de todos os panfletos, catálogos, carteirinhas, camisetas, banners, etc. Faço assessoria de imprensa, relacionamento com a mídia, faço releases e disparo pelo e-mail marketing para os contatos e depois faço a clipagem. Edito uma revista digital bimestral. E até cuidar do mural interno eu cuido.

Ou seja, faço de tudo um pouco e é isso o que gosto, poder fazer de tudo. Para trabalhar nessa área tem que ser versátil e nunca se deixar acomodar.

Não se preocupe se você não achou sua área ainda, cada um tem seu tempo e apenas as suas experiências de vida vão te dar respostas.

4 de setembro de 2014

Dupla musical de Taubaté aposta no sertanejo rumo ao sucesso

Por Alessandra Maria 

Ninguém nasce sabendo. Nessa vida tudo se aprende. E foi desde cedo que os irmãos Renata Santos, de 25 anos, e Gustavo Oliveira, com 30 anos, foram influenciados pela música graças a seus pais e avós que sempre foram apaixonados pelo mundo musical.

Quando Gustavo completou 14 anos, ganhou um violão do seu avô materno, João dos Santos. Daí em diante foi notável sua habilidade com instrumentos musicais, arriscando até com instrumentos de percussão, como o cajón. E a Renata, sempre observando seu irmão, também foi presenteada com um violão aos doze anos, pelo avô João.

Em 2005, decidiram montar a dupla, fazendo as primeiras apresentações em público. Gravaram seu primeiro CD no estilo pop e MPB com músicas de autoria própria em 2007. Enfrentando todas as dificuldades, o CD foi lançado apenas em meados de 2010. “Na época não sabíamos ainda qual estilo seguir, então escolhemos esse lado mais romântico, só que aqui no Vale do Paraíba já existem muitos músicos bons nesse estilo”, explica Renata.

Hoje, mais maduros no mundo da música, estão produzindo o segundo CD, dessa vez com o estilo bem definido, sertanejo. “O sertanejo universitário é o que tem feito sucesso hoje em dia, e aqui no Vale não tem muito, então não tem jeito, tem que ser o sertanejo que é o nosso forte mesmo”, conta a cantora.

Desse novo CD, a dupla já gravou a primeira música que será o grande hit desse álbum, a música “Um centavo”, de autoria própria, ganhou até videoclipe oficial no youtube. Já fizeram, inclusive, a sessão de fotos para a capa do CD, na cidade de Campos do Jordão. Junto com o lançamento dessa canção na internet, Renata e Gustavo também lançaram um novo site. Mas, não é fácil, com preços altos, falta de patrocínio e recursos, é muito complicado hoje na região para que os músicos possam crescer. “O custo é realmente muito grande, então por isso leva certo tempo para poder gravar todo o CD”, afirma Renata. Mas, a dupla segue confiante e pretende lançar esse segundo CD no começo de 2015.

No dia 15 de julho deste ano, a Dupla se apresentou em um grande show na cidade de Borda da Mata em Minas Gerais. “Nunca tivemos um público tão grande e receptivo, foi uma experiência incrível”, afirma Gustavo. Hoje, o trabalho da dupla envolve desde apresentações em bares, confraternizações, convenções, shows e até casamentos.


10 de junho de 2014

Violões feitos em Taubaté vão para todo o país

(Escrevi essa matéria ano passado e foi publicada no Diário de Taubaté no dia 27 de setembro de 2013, só hoje lembrei que não tinha postado aqui no blog. É um perfil sobre um luthier muito legal de Taubaté.)

O artesão Lineu Bravo é um luthier que faz sucesso no Brasil com seus instrumentos profissionais feitos sob medida no Vale do Paraíba.

Por Alessandra Maria – Vale Repórter Unitau

Digite a palavra “luthier” no Google, e, depois do link da Wikipedia, Lineu Bravo será o primeiro registro da lista. Um profissional como ele precisa ser facilmente encontrado pelos músicos de todo o país. Lineu já fez instrumentos para várias estrelas da música brasileira, como Chico Buarque, Ana Carolina, Guinga, entre muitos outros. E, sim, ele mora e se dedica à arte de construir violões, cavaquinhos e bandolins na cidade de Taubaté (SP).


A habilidade de Lineu com madeira começou há muito tempo, em Sorocaba (SP), sua cidade natal. Quando era apenas uma criança, ele gostava de perguntar ao pai: “Vai sobrar alguma coisa?” O que o menino queria eram apenas os restos de madeira do trabalho do pai marceneiro. Com os “presentes” que recebia do pai, o jovem Lineu gostava de construir os seus próprios brinquedos feitos de sobra da madeira. Já seu primeiro contato com a música foi por conta da mãe, que vivia a cantar e a ouvir rádio, pois gostava muito de música. Aos 10 anos, Lineu aprendeu sozinho a tocar cavaquinho.

Aos poucos, o jovem foi se distanciando do seu hobby com a madeira. Trabalhou em uma loja de materiais de construção e, mais tarde, chegou a fazer dois anos de faculdade de Direito. Mas as coisas não estavam dando certo. Ele estava ‘quebrado’, sem emprego, sem dinheiro, sem expectativas. Era final dos anos 90, e uma ‘febre’ de pagode dominava o país. Foi quando Lineu decidiu fazer uns cavaquinhos para vender. De começo, não deu muito certo, pois suas criações não venderam rápido. A vida toda ele já havia feito vários instrumentos como hobby, mas construir um violão, isso ele nunca havia experimentado. Apareceu então, um amigo que lhe emprestou um violão de boa qualidade, e Lineu tentou fazer seu primeiro violão na mesma linha desse instrumento. Depois disso, sua vida se desenrolou e a dificuldade encontrada na venda dos cavaquinhos não existiu com a venda dos violões. O destino não conseguiu separar o Bravo luthier da madeira.

Vários desafios se apresentaram. “Eu aprendi a fazer, fazendo”, confessa, de bom humor, Lineu Bravo. Ele nunca leu um livro sequer sobre a arte da luthieria, nunca fez cursos, nunca trabalhou com outro luthier e muito menos tinha entrado em uma fábrica de violão quando começou. Com mãos já habilidosas para mexer com madeira, Lineu tentou entender a função de cada parte do violão e juntando isso com o ouvido apurado, desenvolveu o que tem hoje, a marca de violões Lineu Bravo. “Eu não entendia a lógica da acústica do instrumento. Então, eu peguei um violão e tirei mais ou menos as medidas e tentei entender porque aquelas coisas tinham aquele formato”, relembra o luthier. “O maior desafio foi tentar conseguir a sonoridade que eu queria, utilizando os materiais que eu tinha”.

Ele escolheu Taubaté para se instalar e fabricar violões. Para ele, a cidade do Vale tem qualidade de capital e tranquilidade de interior, num ponto geográfico estratégico, próximo à Rodovia Presidente Dutra que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. O sucesso de Lineu está na preocupação com os pequenos detalhes, isso faz com que seus instrumentos sejam de ótima qualidade. “É preferível um violão com bom material feito por um luthier excepcional do que um material excepcional feito por um luthier mais ou menos”, opina o talentoso fabricante de violões, bandolins e cavaquinhos.

O profissional sempre trabalhou sozinho, não tem coragem de deixar ninguém responsável por uma parte sequer na montagem do violão, cada detalhe é importante, e só ele sabe todos os ajustes e processos necessários. Lineu adora ter o feedback dos clientes, pois é com as críticas que consegue aprimorar seu trabalho.

Um cuidado muito importante é manter a madeira longe da umidade. No local onde ele faz a fabricação, possui uma sala especial com um desumidificador de ar, onde fica armazenado o seu material de estoque e onde acontecem alguns processos de colagem e de pintura dos instrumentos. Em seus 12 anos de carreira, o luthier já fabricou cerca de 400 instrumentos, sendo que cada um demora entre dois a três meses para ficar pronto. Esses detalhes fazem com que cada vez mais músicos procurem luthiers, pois na linha de montagem em um fábrica de instrumentos não existem esses cuidados perfeccionistas que os grandes expoentes da música brasileira procuram.



Ao digitar “luthier” no buscador mais famoso da internet e encontrar o site de Lineu, dá para ler, no mesmo link, depoimentos de vários músicos de renome. Chico Buarque, por exemplo, escreveu assim: “O violão do Lineu Bravo é o de minha estimação. Além de bonito toda a vida, é violão compositor”. Já Guinga deixou o registro: “O Lineu é a grande revelação da construção do violão. Ele ascendeu muito rapidamente e estará brevemente entre os melhores do mundo. É um gênio”.

E este trabalho é reconhecido pela cidade de Taubaté. Em agosto, Lineu foi homenageado na Casa do Figureiro, em solenidade da Câmara Municipal de Taubaté, no Dia do Folclore. “No primeiro momento, eu fiquei surpreso pelo convite; no segundo momento, eu fiquei surpreso por ser pelo Dia do Folclore. Então, eu pensei: Será que eles estão confundindo mula-sem-cabeça com mula-sem-cabelo?”, brinca Lineu. “Mas o folclore é cultura popular e eu sou um cara que trabalha em função da música popular”.

A profissão de luthier é clássica, artesanal e exótica. Mesmo assim, Lineu não deixou de usar a tecnologia a favor de seu trabalho. Por não gostar muito de mexer na internet, contratou um profissional para fazer sua página no Facebook, além de um site, vídeos no Youtube e um blog. “As redes sociais potencializam o grande talento do luthier”, afirma Kelly Nagaoka, dona da empresa Nagaoka Mídias Sociais, que presta serviço de assessoria digital a Lineu Bravo. Kelly admite que, para esse tipo de trabalho, é preciso ter bastante cuidado quanto ao conteúdo postado. “O cuidado é na pesquisa do conteúdo que não é comum em nosso dia a dia, isso exige um maior estudo de quem escreve para as redes sociais de Lineu”, afirma a empresária.


Lineu leva hoje uma vida tranquila, está em “um relacionamento sério”, trabalha em horário comercial, pratica atividades físicas, fabrica violão – mas não toca – e quem quiser encomendar um Lineu Bravo terá que esperar mais ou menos um ano para receber seu instrumento exclusivo e feito sob medida. Uma vida normal para quem tem uma profissão tão exótica.

Para o futuro, Lineu deseja continuar trabalhando e se aperfeiçoando na arte da luthieria. Agora, se alguém quiser saber quanto custa um violão Lineu Bravo, vai ter que começar procurando o luthier no Google.´





Como eu havia dito no início, a matéria foi capa do jornal Diário de Taubaté no dia 27 de setembro de 2013 e ganhou uma página inteira.

19 de maio de 2014

A febre do álbum da copa

Crianças e adultos se encontram na praça principal de Tremembé para trocar figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2014.


Por Alessandra Maria



Nesta época do ano, o clima é fresco naquela praça tão famosa na cidade de Tremembé. A Praça Geraldo Costa, mais conhecida pelos cidadãos como a Praça da Estação, recebe muitos eventos durante o ano como a Festa do Arroz em maio, a Festa junina em junho, a Festa do Senhor Bom Jesus em agosto, O Natal Iluminado em dezembro, entre outras. Mas, hoje, a principal atração da praça é a banca de jornal.

Em volta da pequena banca, aglomerações de pessoas trocam, compram e vendem figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2014. Cristiane Vanessa tem três filhos que, juntos, colecionam dois álbuns. A mãe trás os filhos à praça aos finais de semana para tentar completar a coleção. “Esta sendo a minha primeira experiência com figurinhas, e estou até mais empolgada do que meus filhos”, anima-se Cristiane. O filho do meio, Cainan Gomes de 7 anos, adora a brincadeira. “Eu gosto de vim aqui porque tem bastante gente com as figurinhas que eu quero para poder trocar”, conta a criança.



E para quem pensava que trocar figurinhas é brincadeira de criança, está muito enganado. Marcos Vinícius tem 62 anos e também estava na praça procurando as quatro figurinhas que faltavam. “Eu completei o primeiro álbum que lançou esse ano, depois lançaram um com capa dura, eu tive que comprar também”, diz. Marcos é um colecionador, tem todos os álbuns completos desde a Copa de 1950, muitas das pessoas mais velhas que entram nessa febre, são porque colecionam o álbum há muitos anos.

Segundo uma matéria da BBC News, as figurinhas dos jogadores da Copa do Mundo no Brasil são fabricadas na fábrica da Panini (empresa italiana que imprime os álbuns desde a Copa do México, em 1970) em Tamboré, na Grande São Paulo e lá são impressas 40 milhões de figurinhas diariamente. Hoje o álbum comum custa em torno de R$ 5,90, dependendo da região. O álbum com capa dura custa aproximadamente R$ 24,90. Um pacote com cinco cromos custa um real. São 640 figurinhas para completar a coleção, sendo que 40 são metalizadas. E quem fica feliz com tanta gente comprando esses álbuns e cromos é o dono da Banca. Jorge Marcos, 54, é proprietário da Banca Calana na Praça da Estação em Tremembé há 35 anos e adora ano de Copa do Mundo. “Eu acho que chego a faturar 1000% a mais”, brinca. E completa: “Deveriam fazer também álbuns dos campeonatos brasileiros, para termos essa febre mais vezes, e não apenas de 4 em 4 anos”.


Mesmo não sendo dono de banca, também é possível faturar com essas vendas. Foi o que fez o funcionário público Celso Souza, 43. Ele fez um investimento inicial de mil reais e já conseguiu o dobro da quantia em lucro. “Eu comecei para mim, com o meu álbum, foi então que vi todo mundo vendendo e decidi fazer isso também”, explica Celso. Juntando trabalho e diversão, Celso possui uma pasta para organizar melhor suas duas mil figurinhas. Ele vende cada uma a 25 centavos, sendo que as mais difíceis custam um real, as da seleção brasileira custam dois reais, e a mais rara de todas, segundo ele, a do Neymar, que custa três reais.


Na era da internet, uma parceria entre a Panini, FIFA e Coca-cola criou um álbum virtual, para começar a jogar é preciso criar uma conta no Clube Fifa.com. As figurinhas virtuais podem ser adquiridas por meio de códigos presentes nas figurinhas de papel, vendidas nas bancas de jornal. E o jogo, inclusive, ganhou plataforma para Android e IOS. Mas mesmo com tanta tecnologia e acessibilidade, o que faz sucesso mesmo é a troca pessoal, levar os filhos e encontrar os amigos num domingo de manhã, para trocar figurinhas na praça principal no centro da cidade.


3 de abril de 2014

Perfil autobiográfico

Bom, mês passado fui fazer um teste para uma entrevista de emprego.Um estágio de comunicação. Eles pediram para que cada um dos candidatos fizessem uma apresentação criativa sobre si mesmo. Eu, obviamente, usei e abusei do jornalismo e da diagramação e optei por fazer um texto, um perfil, sobre mim mesma, como se eu tivesse me entrevistado e depois diagramei o texto como se fosse uma página de revista. O texto ficou curtinho pois a apresentação era apenas de três minutos. Mas o resultado ficou bem legal:

O texto:

Nascida para comunicar

“Love what you do”, em inglês que significa “Ame o que você faz”. Essa famosa frase do grande Steve Jobs é o lema da jovem de 19 anos, Alessandra Maria, afinal, para ela, o segredo da felicidade é sempre buscar amar aquilo que fazemos e fazermos aquilo que amamos.

Desde pequena, Alessandra já mostrava sinais de que seria uma comunicóloga. Logo no primário já havia conquistado vários prêmios de redação. Hoje, a jovem está no 3º semestre de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade de Taubaté. Escolheu o jornalismo, primeiramente, porque era o curso que mais se encaixava com os seus dons de fala, escrita e criatividade.

Ao longo dos anos de faculdade, a jovem passou por várias áreas do jornalismo, fez estágio com Telejornalismo onde realizou entrevistas importantes como Eduardo Suplicy, trabalhou com marketing e redes sociais, revista e teve várias matérias publicadas no jornal Diário de Taubaté. “Meus amigos costumam brincar comigo dizendo que sou uma jornalista publicitária, pois domino tanto arte e diagramação quanto texto”, destacou Alessandra.

Seu principal passatempo é a leitura, possui cerca de 100 livros e sempre está lendo algum. A estudante é católica e faz teatro na missa das crianças quase toda semana na Paróquia São José, em Tremembé, cidade onde mora com sua família. Acredita que para ser uma boa jornalista, primeiramente é preciso ser versátil, ter bom senso, ser ético e entusiasmado com a profissão. Afinal, para ela, comunicar é mais do que informar, e sim envolver as pessoas.

A universitária está sempre em busca de novos aprendizados. Alegre, divertida, sensitiva, versátil e compreensível, que gosta de falar, mas também que gosta muito de ouvir as histórias e ensinamentos das pessoas. Hoje Alessandra busca uma nova oportunidade para se inserir no mercado de trabalho na área de comunicação.<<

2 de abril de 2014

Entrevista de estúdio - Renata Santos

Na faculdade de jornalismo a gente consegue ter diversas experiências interessantes. Nessa semana por exemplo, tive que fazer um trabalho valendo nota para a disciplina de Telejornalismo, uma entrevista de estúdio de apenas 4 minutos. Escolhi o tema música e entrevistei a Renata Santos, da dupla Renata e Gustavo (site). Eles são irmãos, de Taubaté, já possuem um CD lançado e vão lançar mais um esse ano, com direito a clipe e tudo mais. Confiram o vídeo:


6 de junho de 2013

Resenha do livro “A arte de entrevistar bem” de Thais Oyama

Por Alessandra Maria

Neste livro, Thais Oyama mostra aos estudantes e interessados em jornalismo como funciona a entrevista. A pré-entrevista, agendamento, explica o modo de se vestir do repórter, o modo de chamar o entrevistado, onde fazer a entrevista, como, quando, qual, o que é melhor, o que é pior, o que fazer para não dar nada errado na entrevista, como entrevistar pessoas difíceis, como editar e escrever a entrevista e por fim explica como fazer para transformar a entrevista em um desastre. Para isso ela usou de seus anos de experiência e entrevistas com colegas da área.

Antes, a autora explica como é a relação do repórter e assessores de imprensa, no caso de entrevistados importantes. A principal ‘ordem’ que ela dá para os leitores é para pesquisar tudo sobre o entrevistado, sabendo sobre o que você esta falando, não saem perguntas idiotas e há mais chances de se ter uma boa entrevista. Ela indica que os encontros devem ser sempre pessoalmente. E-mail e telefone são para serem usados eventualmente, apenas quando não há outro jeito ou para checar alguma informação esquecida depois da entrevista. Jornalistas tem que saber o Dress Code, ter senso para vestir-se corretamente dependendo do local e do entrevistado. Chamar a pessoa sempre de Sr. ou, se for uma cargo importante, o nome correto do cargo, chame pelo nome apenas se o entrevistado permitir. Gravadores e blocos de anotações, anote os tópicos e falas importantes e cheque sempre se o aparelho está funcionando, não esquecendo de perguntar ao entrevistado se ele se importa com o fato da gravação. Inclusive, Thais destaca muitas dicas para quebrar o gelo, por exemplo, comece a conversa com um assunto comum que a pessoa goste e depois vá para a entrevista, deixando as perguntas mais difíceis por ultimo.

Durante, a jornalista mostra coisas que geralmente podem acontecer durante a entrevista e dá dicas de como fazer certo. O repórter tem que ser humilde e não pode mostrar ao entrevistado que sabe mais, é preciso saber ouvir, escutar com atenção, não mostrar desinteresse e sempre perguntar quando não souber algum algo que ele estiver falando. Para grandes revelações, Thais usa o termo “poker face”, que significa cara de paisagem, e é essa cara que nós jornalistas temos que fazer quando o entrevistado solta uma “bomba”.

Depois, Oyama fala como driblar os pedidos impossíveis dos entrevistados, é preciso grande jogo de cintura do repórter. Além disso, dicas de edição da matéria. Ela fala as diferenças para entrevistas em rádio e TV do impresso. Na rádio e TV o entrevistado precisa falar bem sempre, explica como lidar com cada tipo de pessoa difícil de ser entrevistada. Ainda mostra experiência de vários outros repórteres comentando o estilo deles, cada repórter precisa ter seu estilo, para cada vale um jeito e uma regra diferente, ninguém é igual. E por fim ela fala como transformar a entrevista em um desastre comentando casos que aconteceram.

O livro é muito bom, indico a leitura, obrigatória para jovens jornalistas. Thaís Oyama encanta com sua inteligência, bom humor e ótima escrita neste livro. Guardei para mim muitas dicas dela.

9 de abril de 2013

Resenha do Livro “A prática da reportagem” de Ricardo Kotscho


Este livro mostra uma visão bem mais clara sobre a profissão de repórter. Aqui, percebemos pra que serve realmente o jornalismo e como ele funciona. Além de mostrar, é claro, como se faz uma reportagem em todas as suas fases e quais são suas consequências. Ricardo Kotscho conseguiu colocar nessa obra a sua própria experiência de vida, ele não apenas colocou trechos de reportagens, mas colocou detalhes sobre a produção e apuração de cada matéria do ponto de vista jornalístico. Pra mim, apenas estudantes de jornalismo ou jornalistas se interessariam na leitura deste livro e lhe dariam a devida importância. Pra quem não tem prática em reportagem, esse realmente é o livro base que todos os que querem ser repórter deveriam ler.

O livro é do ano de 2004, porém, Ricardo colocou trechos de reportagens suas que datam épocas muito mais antigas, mas mesmo sendo escritas há muito tempo, os temas por ele abordados ainda são atuais como enchentes, fome, miséria, roubo, corrupção, etc. A forma com que ele escreve envolve o leitor, não é uma leitura cansativa, muito menos chata. Ela é interessante e rica de informações para os jovens jornalistas.

Em apenas 80 páginas, Kotscho nos mostra um pouco de sua experiência de vida em cada tipo de reportagem. Na página 19 por exemplo, um item me chamou muita atenção quando ele diz sobre a importância de repórter e fotógrafo trabalharem juntos, essa matéria dele me deixou fascinada justamente por mostrar algo que eu mesma vivi. Sempre concordei que “o cara da imagem” e “o cara do texto” devem andar sempre juntos, pensar juntos e conversar muito sobre o tema que estão apurando e suas ideias. “Repórter e fotógrafo têm que trabalhar sempre juntos”, escreveu Ricardo, isso é necessário para o bem de uma boa reportagem. Na minha experiência, em dias de conflito entre repórter e câmera, a apuração e matéria final não ficavam boas, ou seja, o relacionamento dessas duas pessoas é muito importante e reflete diretamente no resultado final da reportagem.

Ricardo conta suas experiências dentro da redação, de relacionamento com chefes e colegas de profissão, de apuração, de produção, de viagens curtas e longas, de grandes coberturas e pequenas matérias, como achar fontes, como tratar as fontes e como ser um jornalista com reponsabilidade social. Outra coisa que achei muito interessante foi a parte que ele fala o que fazia quando não se tinha nenhuma notícia para cobrir. É preciso ir pra rua, lugar de repórter é na rua. Pegar o fotógrafo e dar uma volta, ver de perto a realidade das pessoas e quem sabe achar um fonte com uma boa história para contar, afinal, o jornal não pode deixar espaços vazios, é preciso ir atrás do conteúdo. Legal também é saber dos desdobramentos que a matéria pode ter dentro do jornal de acordo com o fato e a reação do público, o mesmo assunto pode sair em várias edições do jornal com informações e pontos de vistas diferentes.

Mais a reportagem dele neste livro que mais me marcou foi a que esta na página 66, o título que o autor colocou é “A fome tem nome”. Identifiquei-me muito com esta matéria, adoraria apurar um tema parecido. Em geral eu não gosto muito de reportagens com cunho social, mas essa do Kotscho passou pra mim o que eu acho que deveria ser a essência de todas as matérias jornalísticas, que é a responsabilidade social. É lindo imaginar o quão grande é o poder das palavras. Neste caso, Ricardo Kotscho conseguiu mudar o mundo com sua reportagem, sim, ele mudou o mundo daquela família que passava necessidades e mostrou ao público uma realidade que a maioria das pessoas nem se preocupa em enxergar.

Em geral, é um livro muito bom, com conteúdo interessantíssimo, leitura obrigatória para quem quer ser jornalista. E o autor é um grande repórter que com certeza ganha um novo fã a cada pessoa que lê este livro.

Por Alessandra Maria

22 de outubro de 2012

A batalha dos Caracteres

Você começa a escrever super animado, sua pauta e anotações ao lado, informações fresquinhas na sua cabeça.

A apuração foi bem corrida, mas deu bons resultados, que podiam ser melhores.

Com pouco esforço você faz o Título da matéria e a linha fina.

Agora é hora de começar a escrever seu texto.

Depois de digitar um pouco você coloca as informações mais importantes e ... 300 caracteres.

Xiii, falta muito ainda.

Você coloca mais informações, a fala de uma fonte, e la vai ... 1000 caracteres.

Já é um bom sinal. Então a pessoa coloca mais informações que já não são tão interessantes, busca algo diferente na internet, coloca mais uma fonte pessoal e ... 1700 caracteres.

Ai o ser já começa a ficar desesperado. O Deadline ta chegando e você tem que entregar essa matéria.

Você da uma parada, vai ao banheiro, bebe água, da uma voltinha, come alguma coisa...

E depois volta pro querido Word.

De repente baixa uma super inspiração com idéias novas na sua cabeça, você lembra de outra fonte que tinha esquecido e começa a escrever super animado.

Uhul!!

Pronto, você fica feliz, tranquilo, escreveu tudo que tinha pra escrever e finalizou o texto.

Agora só pra confirmar vou checar os caracteres e ... 2500 caracteres.

O que penso? FUUUUUUUUUUUUUUU

Ainda faltam 200 caracteres pros 2700!

Então nasce uma linda dor de cabeça, e você tem que rever todo o texto para enfiar os lindos 200 caracteres no meio.

Fim.




E essa é a graça de ser estudante de jornalismo :)



22 de setembro de 2012

Meu jornalismo

Para este post vou utilizar de um trecho que eu vi num blog chamado Desilusões Perdidas.


"Eu não existo longe de você
Viver sem grana é o meu maior castigo
Por tantas vezes tentei te esquecer
Mas jornalismo, tu é meu amigo.

Por que é que tem que ser assim,
Se o meu salário é tão ruim?
Pressão a todo instante,
Rotina alucinante
E pautas que não têm mais fim."


Bom, mesmo sendo uma "foca", ou seja, um baby na carreira de jornalista, eu já pude viver algumas experiencias e perceber pelo menos um pouquinho desta profissão.
Eu estou no primeiro ano ainda e com apenas 3 meses de faculdade já consegui um ótimo estágio na área de TV, onde eu fazia de tudo. Fazia produção, pauta, matéria, OFF, passagem, texto pra revista, release, clipping, assessoria de imprensa, e muito mais.
Eu ia fazer 6 meses de estágio agora e eu sai. Era um estágio que me trazia status e que eu vi pela primeira vez as pessoas sentindo orgulho de mim, de me assistir na tv, na internet....
Muitos quiseram até me matar quando souberam que eu sai, mas poucos podem entender o motivo.
Meu corpo não estava aguentando mais trabalhar ao máximo dele o dia todo. Pois precisava do melhor de mim o dia inteirinho no trabalho, e o melhor de mim de noite na faculdade, e isso não estava acontecendo.
Vocês podem achar que sou fraca, mais não sou,me sinto uma vitoriosa por ter aguentado bastante tempo. O problema não era o estágio ou a faculdade, pois gosto muito dos dois. O problema era conciliar os dois ao mesmo tempo. Então chegou o momento que eu precisei fazer uma escolha, estágio ou faculdade. O estágio depende da faculdade. Eu sacrifiquei meu estágio para melhorar meu desempenho na faculdade e conseguir respirar um pouco.
Este trecho de música que eu usei no começo, explica direitinho. Pressão a todo instante, pois jornalistas trabalham com deadline. Rotina alucinante, você não para um minuto, porém é um trabalho gostoso, trabalhar com histórias e pessoas. Mas, o jornalismo é viciante, marvado. Mesmo sabendo que o salário não é tão bom, mesmo sabendo da rotina alucinante, eu sei que é essa carreira que eu vou seguir, pois eu tenho o dom, e é o que eu gosto de fazer. Eu ainda sou nova, apenas 17 anos e já tenho uma boa experiencia na minha área. O futuro aguarda muita coisa pra mim, eu tenho fé nisso. Não vou esquecer nunca tudo que aprendi, foi maravilhoso pra mim, apenas dois dias longe e já estou com saudade, saudade da galera e do trabalho. Mas agora, vou me dedicar a faculdade, que afinal, é o mais importante neste momento.





Afinal, jornalismo, tu és meu amigo!


Minhas histórias!


:)