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15 de novembro de 2015

It's time to change

Amanheceu, e nada é mais como deveria ser. As coisas mudaram e o meu mundo girou. A rotina se esvaiu em meio as turbulências e as incertezas ganharam dimensões estrondosas. Passado, presente e futuro. Estou vivendo em três tempos sem saber distinguir a realidade. Olho para trás, para o agora e para a frente e não me encontro, não sei aonde estou.

O que fui, o que sou, o que serei ? As vezes vejo caminhos demais e as vezes vejo uma muralha barrando o caminho, mas em ambos a dúvida toma conta, a frustração inunda a alma e não encontro uma resposta. Ser isso ou aquilo? Qual caminho seguir? O que eu quero? Esse caminho existe?

Mudei de casa, de cabeça, joguei fora o peso morto. As vezes é preciso ter coragem e agir de modo insano. Pensar demais diminui as forças da loucura. O mundo está de cabeça pra baixo, mas não era assim que sempre deveria ter estado? Sempre vivi ao contrário, e agora finalmente estou do outro lado, mas sem saber pra onde seguir. Do lado de cá tudo é tão diferente. Eu sou eu, você é você, quem somos nós afinal? Mudei a vida e agora aguardo que ela me mude. E aguardo o futuro com suas surpresas.

O que pensar? O que ser ? O que fazer? Aonde encontrar respostas? Como equilibrar tanto peso em uma balança com limite máximo definido? São muitas perguntas para tamanha nulidade de respostas.

Estou cercada. A relva me sufoca e eu não consigo ver. Não vejo sua alma, não vejo o caminho. Não exergo nada além do óbvio. Um tipo de cegueira. Tantas doenças. Tantos problemas. Tanto stress. Tantas incertezas. Tanta coisa cobrindo meus olhos e eu não consigo ver. Eu olho para o horizonte e só vejo a relva me cercando. Eu fico parada mas sei que não deveria. Eu busco. Eu anseio. Eu me sufoco tentando encontrar respostas que ainda não existem.




11 de novembro de 2015

Sobre internet e ética

Na internet pode tudo. Lá é o local perfeito para postar, compartilhar e opinar sobre o que quiser, um local totalmente livre para todas as ideias e vontades. Mas só que não é exatamente assim. A web é sim um lugar livre de censura, porém não é um local que se possa fazer o que bem entender. Existem limites que devem ser respeitados.



E pensando nisso, a presidente Dilma Rousseff sancionou o Marco Civil da Internet no dia 23 de abril de 2014. O objetivo deste marco é estabelecer regras, direitos e deveres no ambiente virtual.

Este marco é muito importante pois regulamentou juridicamente os conteúdos na web, pois infelizmente muitos ainda pensam que online pode-se fazer ou falar qualquer coisa. Um exemplo disso que estourou recentemente foi o caso de uma mulher que postou nas redes sociais uma foto de uma mãe com um dos seios de fora amamentando a filha enquanto andava de bicicleta. A legenda da imagem começava assim: “Pobre fazendo pobrice”, seguida de um longo discurso sobre a amamentação em público ser um gesto tipicamente de pessoas sem condições financeiras.

O post foi “apedrejado” pelos internautas e em poucas horas teve milhares de compartilhamentos. E a dona do post se viu obrigada inclusive de excluir a tal publicação. Mesmo com o post fora do ar, a imprensa continuava a divulga-lo, afinal, virou notícia. E neste momento se abre um grande espaço de discussão. Até onde vai o limite do que pode ou não ser colocado na internet? O Marco Civil citado nos ajuda a entender um pouco sobre a disciplina do uso da internet, sendo que uma delas é a proteção da privacidade e a proteção dos dados pessoais, na forma da lei. O Artigo 7º garante que o usuário tem assegurado o direito da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, sua proteção e indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

A autora do post da amamentação provavelmente não tinha ciência dessa lei, afinal ela feriu a privacidade de uma terceira pessoa ao divulgar uma foto pessoal sem autorização e ainda com uma legenda discriminatória como aquela. A publicação era algo que faltava com respeito, dignidade e privacidade de uma pessoa, e mesmo assim, milhares de usuários da web e sites de notícias continuaram compartilhando e repostando o conteúdo mesmo após o mesmo ter sido excluído da plataforma.

Tanto a imprensa quanto a população deveriam ter mais respeito e dignidade com o próximo, não é porque estou em ambiente online que posso ferir o outro da forma que bem entender. A mídia principalmente, deveria agir com ética respeitando a lei e a cidadania e não replicar conteúdos ofensivos.

14 de setembro de 2015

Conselhos sobre TCC

Eu vou contar um história e ela é sobre mim.

Estava a jovem universitária em meados do terceiro ano da faculdade. Era tempo da grande decisão: o TCC. Muitas escolhas a fazer: sozinha ou em dupla, tema, abordagem, formato, orientador, etc. Mas uma coisa era certa, havia um sonho em sua mente: Um TCC brilhante. O projeto de sua vida. O grande livro que lhe traria sucesso e que os professores aplauririam de pé. O trabalho nota 10. O trabalho que traria sucesso profissional na certa.

Pobre jovem inocente. Sabe de nada. Não é bem assim que as coisas funcionam.

A jovem preparou tudo em sua mente, fez o pré-projeto, escolheu o professor, começou a pesquisa.

Agora vamos falar direito em primeira pessoa. Eu tinha um trabalho estável e tranquilo, dava muito bem para eu equilibrar o job com o TCC. E de certa forma, meu tema tinha muito haver com meu antigo emprego e isso ia me ajudar muito.

Foi quando caiu um notícia bombástica no meu colo: eu tinha sido chamada pra um estágio em uma mega empresa.

Decidi largar tudo. Emprego, tema, formato e orientador. E foi a melhor coisa que eu fiz. Me juntei no projeto da minha best friend que era um tema mais gostoso e menos denso que o meu antigo. E, novamente, foi a melhor coisa que eu fiz.

Meu novo estágio se mostrou muito intenso. Sugador do meu tempo e de todas as minhas energias. Trabalhando igual gente grande. Seria impossível fazer o TCC se eu ainda tivesse aquele tema complexo e estivesse fazendo o trabalho sozinha.



Enfim, a minha dica é: escolha um trabalho gostoso, um tema fácil pra você, e algo simples. Ser simples é ser feliz. Você nunca sabe as voltas que o mundo pode dar e fazer sua rotina dar um giro de 360º. E não importa se você não tirar um 10, ou se o seu trabalho não está entre os melhores da turma. No final das contas o que importa é a sua carreira e se você vai conseguir um emprego depois de se formar.

O TCC é sim um bicho de 7 cabeças e todos temos que passar por isso. Mas cabe a cada um escolher como lidar com isso. Não faça sozinho, é sempre bom ter alguém para partilhar os anseios e angustias.

No final tudo da certo, vai na fé e coragem!

13 de junho de 2015

Tome suco verde e seja feliz

Ser saudável está na moda, e postar foto do prato da dieta no Instagram também.

Por Alessandra Maria

No trabalho, vejo os famosos shakes em muitas mesas. No instagram são sucos verdes, batatas doces, e receitas fantasiosas. Na festa da família o assunto são os quilinhos a mais de uma prima e a nova ginástica que a tia está fazendo. Será que agora é regra na sociedade estar sempre tentando emagrecer?

Estamos vivendo uma geração saúde, podemos ouvir e ler constantemente o famoso clichê: “ser saudável é o que interessa o resto não tem pressa”. Lojas de comidas orgânicas e integrais estão pipocando em todas as esquinas da cidade, mesmo tendo preços absurdos e com o país em crise. A moça ganha um salário mínimo, mas todo mês não deixa de comprar o “pozinho mágico” que ela acredita fielmente que vai funcionar. Sem contar no arroz especial, o Goji Berry, o Iogurte desnatado, o gengibre, a linhaça e tantos outros itens da dieta.

Mas, a coisa fica feia quando vemos que tem muita gente confundindo ser saudável com ser magro. Que a sociedade moldou um padrão de beleza para as pessoas, disso já sabemos. Mas até que ponto as pessoas são fascinadas para conquistar essa perfeição? Vejo pessoas se matando para comprar e conseguir comer aquelas comidas que muitas vezes tem péssimo sabor. Os amigos saem para se divertir em um bar e o cara não come nada porque engorda. Será que viver para sempre de dieta vai te fazer feliz?
Eu penso que não, já viu alguém triste comendo coxinha? E chocolate? E lasanha? Eu nunca vi. Aquele almoço delicioso no domingo com a família, o jantar sofisticado com o namorado, a pizza com os amigos, comer bem faz parte da felicidade. Esse vício em ser “saudável” pode levar a pessoa à depressão, muitos tem estatura larga e o “ser gordinho” nos genes, as dietas se mostram mágicas mas tem efeitos diferentes em cada tipo de organismo. Se os shakes realmente emagrecessem não existira mais pessoas nem fofinhas na face da terra.

Ser saudável é estar com os níveis de açúcar e colesterol no lugar certo. É ter disposição, praticar exercícios. Não precisa se matar todos os dias na academia e viver de dieta para ser saudável. Ter saúde também é ter equilíbrio.

Então aceite quem você é, se preocupe com a saúde sim, mas não com o padrão de corpo perfeito. A pessoa pode ser linda, definida e postar fotos incríveis no instagram, mas será que ela é feliz? As vezes sim, as vezes não. Mas eu prefiro ser uma gorda feliz, comer o que eu sentir vontade, o que eu gosto, do que passar a vida me regrando em todas as refeições para tentar atingir um padrão de beleza que foi imposto. Então coma o que você gosta e seja feliz de verdade.

29 de abril de 2015

A tecnologia e nossa dependência

Hoje de manhã eu estava resolvendo um problema de trabalho com um dos funcionários da empresa, estávamos com bastante dificuldade e então eu falei: "Procura no Google".

Semana passada meu pai estava tentando consertar a torneira do chuveiro e não conseguia de jeito nenhum. Dei a grande sugestão de procurar na internet. Ele disse: "Filha, até parece que vai ter isso na internet", retruquei: "Pai, você acha que a internet serve apenas para ver vídeos engraçados?".

E nesses dois casos, lá encontramos a resposta. Belíssima internet, belíssimo Google, belíssima tecnologia. Isso me fez refletir, o que seria da minha vida hoje sem o Google? Sem todo esse acesso a informação na palma de minha mão?

E eis que, no horário de almoço estou andando tranquilamente na sala de casa respondendo uma mensagem para minha amiga no Whatsapp, fui atingida por um golpe fatal da gravidade e meu bebêzinho Moto G 2ª geração cai no chão. Fui pega-lo de boa pois ele cai sempre e vi que dessa vez ele não aguentou, tinha quebrado. Um desespero passou por meu corpo e gelou minha barriga. O que vou fazer da minha vida sem você celular?



Como viver no mundo de hoje sem um aparelho desses? E por que cada vez os celulares estão mais "quebráveis" e durando menos? Nem terminei de pagar esse ainda. Tenho uns antigos lá na gaveta que ainda funcionam, só não possuem câmera nem Android e muito menos Whatsapp.

Como as pessoas vão me achar? E se alguém quiser falar comigo? Como vou me comunicar? SOCORRO! Sou comunicóloga e tenho pânico de ficar incomunicável. O que farei quando não tiver nada pra fazer? O que farei no ônibus? E se aparecer algo incrível e eu quiser tirar uma foto? E se eu quiser ouvir música? E se eu quiser ligar para o meu namorado? Como vou consultar meu saldo no banco? Como vou achar os locais sem o Waze? Como vou viver?

Pois é, hoje somos completamente dependentes da tecnologia. Ela se infiltrou em nossas vidas de uma forma que não tem mais como imaginar viver sem tudo isso.

É triste, estou me sentindo pelada em uma ilha deserta. Pode parecer dramático mas é real, e muitas pessoas passam por isso. Quem é antenado nas paradas de tecnologia, sente uma grande dor ao perder o companheiro de todos os dias, o celular.

Por isso tenho um pedido, empresas de celular, por favor, façam aparelhos mais duráveis que não nos deixe na mão (e na bad). Pagaria mais se tivesse a certeza de estar comprando um aparelho com maior durabilidade. Vamos lá, Samsung, Motorola, Nokia, Xiaomi, LG, Apple... ajudem!

28 de abril de 2015

Amizade

O que seria de nós sem ela?

A amizade está conosco a todo instante, podem até estar longe um do outro mas aquele amigo sempre estará ali com você no seu peito.

Mas o que é amizade afinal? Posso tentar descrever a amizade como uma garotinha, linda, doce, suave. A amizade é pura, não sente inveja. A amizade é divertida. A amizade é inocente e confia em você. A amizade fica feliz com você e chora com você. A amizade te apoia nos seus projetos de vida e te ajuda a conquistar os seus sonhos. A amizade não quer o que é seu, ela quer estar lá ao seu lado e ser feliz com você. A amizade se orgulha constantemente e as vezes dá um puxão de orelha. A amizade dá conselhos sempre e também aquele ombro gostoso para chorar. A amizade conforta a alma. A amizade te aceita e te ama como você realmente é. Quem tem um amigo verdadeiro tem um céu na terra.


E depois de tudo isso, pare e pense, quem realmente é seu amigo? Posso contar nos dedos de uma mão.

As vezes temos ao nosso lado há muitos anos pessoas que aparentam ser nossas amigas, mas no fundo, são interesseiras, querem te usar, sentem inveja de você e fazem de tudo para destruir sua felicidade. Falsas amizades não querem que você tenha verdadeiras amizades. Falsas amizades são pessoas de alma pobre, pessoas tristes, que gostam de transformar amigos em inimigos, que te conforta mas depois te expõe com comentários maldosos e mentiras para os outros. Comece a reparar naquela pessoa que está ali do seu lado todo dia, mas que no fundo não te faz se sentir bem ou a vontade. Pois essa é a intenção da falsa amizade, te diminuir para que ela possa crescer, pisar em você, te usar como degrau para o sucesso. Mas, pessoas assim não conseguiram o sucesso, e nunca serão felizes.

Eu parei pra refletir e descobri falsas amizades na minha vida. Aquela amiga que está comigo há alguns anos e que me decepcionou profundamente. A partir de agora eu vou manter distância, não leve a mau, é que simplesmente você não faz bem para mim e agora posso ver isso, é como uma erva daninha em meu jardim.

15 de abril de 2015

Agora é a hora

Quando tudo aquilo em que você mais acreditava acontece, qual é a sensação?
Um êxtase incontrolável paira sobre mim, um turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo me esmagam: ansiedade, alegria, saudade, medo, amor, loucura... Aquele frio na barriga delicioso de sentir. Aquele ar gélido que balança seus cabelos e que você sabe que tem cheiro de mudanças. 
Ando por esses corredores vazios e enormes e observo cada detalhe, cada trincado de parede, cada vista bonita de cada janela, cada sorriso e cada abraço, observo tudo atentamente tentando absorver tudo ao máximo que puder, pois esse ar que está vindo me faz ter a certeza que tudo isso vai mudar, esses corredores são passageiros, essa paisagem maravilhosa da minha janela vai ficar cada vez mais longe, e eu continuo olhando o horizonte, as pessoas passando na calçada, os pássaros nas árvores que vez ou outra entram pela minha janela. Ao mesmo tempo em quê anseio pela mudança, já sinto falta dessa vista, deste lugar, não quero esquecer nenhum detalhe disso.
Lugares, que você ama ou odeia, não deixe-os que te prendam como um periquito em sua gaiola, não se acomode. Seja como um pássaro, livre, liberte-se de sua tão confortável prisão e vá além do desconhecido. Afinal, quero conhecer outras paisagens além dessa na minha janela. Eu anseio por isso. E, escrevendo isso agora, percebo que esse sempre foi meu destino, o meu sonho. Eu nasci para seguir este caminho que agora bate a minha porta. Coragem é o que não me faltará neste momento para abrir a porta e seguir em frente, sem medo para encarar os novos desafios, porque eu esperei a vida toda por esse momento.
Afinal, agora nem mais o céu é o limite.
É hora de ir ALÉM.

13 de fevereiro de 2015

Eu não gosto de carnaval, e daí?

Podem me chamar de anormal, extraterrestre, velha ou o que for, tem coisas que na vida que a gente simplesmente não gosta.
E não pelo fato da data carnaval e sim do jeito que fazem carnaval hoje.
Infelizmente as pessoas ainda não aprenderam a ter educação. A poucos anos começou a ter carnaval de rua na minha cidade e foi a pior coisa que podia acontecer. Você vai ao centro e a cidade está imunda, não dá pra pular carnaval sem fazer sujeira?
Sem contar que a maioria dos foliões pensam que só podem se divertir se estiverem caindo de bêbados, isso deixa a festa chata, sem contar nos mijões de carnaval que contribuem para deixar a cidade toda com um cheirinho D-E-L-I-C-I-O-S-O de mijo de bêbado. E para as mulheres fazer xixi se torna um parto, porque nessas festas você pode encontrar de tudo, menos banheiro limpo.
As pessoas ficam bêbadas e ficam mais violentas, acontecem muitos acidentes de trânsito. Uma muvuca de gente, tudo lotado, um monte de bêbados, é briga na certa.
Sem contar que os homens quando bebem perdem a noção do espaço e ficam encostando nas mulheres, falta de respeito e vergonha na cara. (E eu nem citei ainda o aumento nos casos de estrupo).
E as escolas de samba? Acho lindo, gosto de assistir na TV, desde que seja no mudo. Aquele ritmo me incomoda demais, parece a mesma música que foi colocada para repetir eternamente.
Resumindo, hoje vejo o carnaval assim: Sujeira, álcool e violência.
Até gosto do carnaval pelo feriado, mais de que adianta não trabalhar e ter que ficar trancado em casa? Porque na rua não dá pra sair porque todo lugar está cheio de bagunça. Preferia trabalhar.
O dia que inventarem uma festa de carnaval legal, com músicas legais e gente legal (e por gente legal eu digo pessoas que sabem se divertir sem ficarem totalmente bêbadas ou desrespeitar os outros), quem sabe eu sinta alguma vontade de ir, pois por enquanto, pode cansar de convidar, eu não vou, simplesmente porque não gosto.
Vou curtir meu carnaval descansando muito!

12 de novembro de 2014

Lágrimas de uma mãe qualquer

Eu cheguei com um sorriso, mas ao olhar para seu rosto já vi que havia algo errado. Era o rosto de uma mãe, da Dona Ana.
Ana é daquelas mães que dão a vida por seus filhos. Tira da própria boca pra dar pras crianças. Não viaja, não passeia, não curte a vida. Sua função é garantir um futuro melhor para os filhos.
Lágrimas começaram a brotar em seus olhos e eu me espantei. Palavras e mais palavras, desabafos. Ana estava a beira da depressão. Depressão não é tristeza, e sim a falta de esperança.
Ela tinha feito uma drástica descoberta naquele dia: a de que seu filho era usuário de drogas. Encontrou a droga dentro de sua própria casa e o filho foi obrigado a confessar. Seu mundo se despedaçou. Nada fazia sentido. Escuridão. Dúvidas. Medos. Mas mesmo assim, amor. E a grande questão era: Por que?
  - Sou uma boa mãe, sempre dei tudo, fiz de tudo por eles, como ele faz isso comigo?
Dizia Ana aos prantos. Até então eu nunca tinha visto de perto o efeito das drogas. Elas não fazem mau apenas ao corpo, não é só o físico que afeta, o psicológico é o que mais sofre. E o usuário não sofre sozinho, a família toda sofre junto.
Eu queria apenas que esse filho ouvisse o que eu ouvi da mãe dele. Eu queria que esse filho visse as lágrimas derramadas. Filhos nunca estão satisfeitos porque não entendem como funciona o mundo. As coisas não são fáceis para ninguém.
Mãe, me ajuda.

7 de novembro de 2014

Desabafo sobre o trânsito

A vida toda eu sonhava com o dia em que poderia dirigir. Já sonhei muitas vezes literalmente. Sempre foi algo que me fascinou, poder ir aos lugares por si mesmo, sem depender dos outros, poder ser útil, ser livre. Sempre achei que quando completasse 18 anos, no dia seguinte já estaria fazendo as aulas da autoescola. Doce ilusão.

Aconteceu que, fiz 18 e nada mudou. Não tinha tempo e muito menos dinheiro pra pagar autoescola. Eu era estagiária, trabalhava o dia todo, ganhava muito mau e meus pais não tinham condições de pagar pra mim. Enfim, fui dar entrava da autoescola 8 meses depois da maioridade, e paguei parcelado ainda. Finalmente achei que em breve realizaria aquele sonho. Mais uma doce ilusão. A burocracia é gigante no Detran. É papelada, é documento, é foto, é médico, é tudo. Aulas e mais aulas. Prova teórica que foi marcada para depois de três meses. Quarenta horas de aulas práticas. É luta e espera que não tem fim.

Já com 19 anos, consegui ela, a tão sonhada carteira de motorista (ou PPD para os "iniciantes", que é o meu caso), o pedacinho de papel que iria mudar a minha vida. Ou deveria.

Nada mudou. Continuei andando de ônibus e dependendo da boa vontade dos meus pais para emprestar o carro para ir na esquina comprar pão, só para ter o gostinho de dirigir.

O desespero aumentou. Tanta luta pra nada, pra continuar nessa vida de sair 1h30 mais cedo de casa por causa do ônibus.

Após uma grande dose de coragem, sorte e iluminação divina, consegui comprar uma moto. O sonho era um carro, óbvio, mas acabou que agora gosto muito mais de moto.

Foi ai a minha verdadeira estréia como motorista nesse trânsito de Taubaté/Tremembé.

E foi aí que chegou mais uma decepção. Descobri que o trânsito não é tão legal assim. O trânsito é decepcionante e as pessoas são mais ainda. Achei que os motoristas eram felizes por poder dirigir e ir aonde quiser, mais então vi que os motoristas odeiam dirigir. (Aposto que não lembram da época em que pegavam ônibus).

Ninguém respeita ninguém, muito menos as leis de trânsito. Estar na rua te faz desaprender a dirigir. As pessoas fazem tudo errado. De acordo com minha observação, mais de 50% dos motoristas não dão seta ao virar (algo de extrema importância nessas cidades que possuem milhões de rotatórias). As pessoas não param quando devem parar, não dão preferencia quando é pra dar, não parar para os pedestres nem mesmo na chuva. Uma vez parei para uma velhinha atravessar e todos os carros atras ficaram buzinando. Falta de educação.

As pessoas não dirigem para os outros, como deveria ser, elas dirigem para si próprias, não estão nem aí, viram sem dar seta mesmo, passaria por cima até se pudesse. E tem também aqueles que são tão desligados que só veem que o sinal abriu quando ele está fechando.

O trânsito é triste, as pessoas são ignorantes. Gostaria que os motoristas se lembrassem da época em que andavam de ônibus e demoravam duas horas para chegar ao seu destino, dar a preferência pra alguém ou parar para um cidadão atravessar a rua, não vai acabar com sua vida.

22 de outubro de 2014

Você poderia

Você poderia ter sido ele.
Poderia ter sido o homem da minha vida, meu amante, confidente, meu amigo. Você poderia...
Poderia ter sido perfeito, não em si, mas pro nosso amor. Perfeição não existe.
Poderia ter sido louco, maluco pela vida, não levado tão a sério...
Poderia ter me dito o que pensava no exato momento...
Poderia ter sido mais compreensível, mais leve, menos exato.
Poderia ter ficado ao meu lado naquele pôr-do-sol.
Poderia ter me dado a mão e me levado contigo...
Poderia ter respondido todas aquelas cartas ignoradas...
Poderia ter dito tantas belas palavras...
Poderia ser se importado menos com problemas pequenos... e perdoado mais.
Poderia ter valorizado mais as pequenas coisas e presenteado mais com simples gestos.
Poderia ter me surpreendido, me levado ao delírio.
Poderia ter feito aquela lágrima virar um sorriso com um simples beijo.
Poderia ter explicado melhor aquele mal entendido.
Poderia ter deixado o orgulho de lado em nome de algo maior.
Poderíamos ter sonhado mais.
Poderíamos ter feito mais loucuras, mais risadas, mais passeios bobos...
Poderíamos ter sido mais amigos e confidentes...
Poderíamos ter desabafado todos os sentimentos e pensamentos.
Poderíamos ter sido mais sinceros um com outro.
Poderíamos ter mais confiança e esperança.
Nesse mundo inconstante de possibilidades, já não importa mais o que foi feito ou não. Atos e palavras dessa história, com começo e meio levaram a este fim. Fim simples, como sempre fomos. Fim feio para um começo tão bonito. Tardio, repentino, inesperado, assustador. As coisas aconteceram, erros foram cometidos. O que deixamos ou não de fazer não é mais. Não é mais nada. Não somos mais nada. 

13 de outubro de 2014

O valor das coisas

Afinal, quem define o valor das coisas?
Qual o valor de um beijo, de um abraço? De um amigo, de um namorado? De uma foto ou um vídeo? De um trabalho realizado?
De onde vem o valor?
O valor das coisas somos nós quem damos. As pessoas sempre querem valorizar a si mesmas e desvalorizar os outros, querem ser importantes e menosprezam o suor dos outros.
Você, na humildade, pode acabar desvalorizando a si mesmo, pode pensar que não é o melhor e nem o mais importante e que não merece mesmo. Você não precisa ser o melhor para se valorizar, você tem o seu valor, seu trabalho é importante, afinal você estudou muito e batalhou muito para saber fazer tudo o que você faz hoje.
Qual vale o seu tempo?
Tempo, uma coisa preciosa nos dias hoje, tempo, que todos querem e poucos têm.
Você é um ser humano e merece ser valorizado. Conhecimento não vêm de graça e nem cai do céu. É preciso muita força de vontade e luta para correr atrás dele.
Pense nisso, será que você está dando o devido valor aos outros e a si mesmo?

2 de abril de 2014

Ônibus, o famoso busão

Esse é o grande meio de transporte. Famoso, popular, impossível achar alguém que nunca subiu em um para um passeio. Tem os mais chiques, leito, com wi-fi, ar condicionado, televisão, e tem os pobrezinhos, que são aqueles que rodam todas as cidades do país apilhados de gente se sentindo sardinhas na lata. O meio de transporte que gera intrigas, assédios, e até mesmo manifestações. Por que o nosso querido busão que nos leva todos os dias nos gera tanta repugnância? Por que todos que andam de ônibus sonham em poder se livrar dele? São diversos motivos, mais principalmente é porque o sistema ainda é precário. 
Primeiramente, o horário. Tem ônibus que só passa a cada 1 hora. Se você chegar no ponto e o busão tiver acabado de passar, vai ficar lá, de pé, no sol, uma hora, no ponto. Ah, o ponto. Lindos esses pontos que ficam no meio do mato, sem sombra, sem assento, perfeito para o cidadão se sentir feliz e confortável. E quando o ônibus não vem? Senta (na calçada) e chora, liga pro chefe porque você vai atrasar. E, fique esperta, vão aparecer muitos homens te assediando quando você tiver no ponto, isso acontece comigo todos os dias. Moço, não é porque eu to no ponto esperando a droga do ônibus que sou obrigada a escutar essas coisas! #estressadalogocedo
Legal, depois de tanta espera, e tanto sofrimento de pé no sol carregando sua mochila pesada e ouvindo animais te assediando, você vê o ônibus, e sente um alívio pois enfim poderá sentar e descansar suas costas que agora já doem em plena 7 horas da manhã. Ou foi isso que você pensava. O ônibus vem lotado de gente e quase não espaço para você ficar de pé. Você se livrou do sol, mais agora tem ser artista de circo, achar espaço, se pendurar nos cabos, segurar a mochila na frente para ninguém te roupar e ainda proteger a retaguarda dos tarados de plantão. E, se esquivar do povo que cedinho já está fedendo urubu pobre. Agora a missão é se infiltrar lentamente para o fundo, sem esbarrar nas pessoas, para que você possa conseguir descer no ponto certo. Depois de muito suor, você desceu, finalmente, alívio. Cansada, com dor nas costas, estressada, suada, agora você precisa andar mais uns 3km até o seu trabalho. E ainda chegar lá com uma cara feliz de bom dia, de descansada, limpa e tranquila. Não é fácil a vida de quem anda de ônibus. Entendam. É muito sofrimento. 

8 de março de 2014

Chuva que me inspira

Estou aqui no 5º andar, vejo pessoas caminhando para todos os lados. O céu está cinza esbranquiçado e gotículas de água caem nos guarda-chuvas bregas. Vejo alguns andando, tranquilamente, sob a água sem nenhuma proteção. Pessoas que ficam felizes por estarem sentindo a chuva. Sim, eu amo a chuva. Daqui posso ver muitas coisas, tenho uma visão privilegiada. Vejo os sinos da igreja que tocam de hora em hora, vejo a poluição do céu, vejo o Cristo de braços abertos no morro, vejo muitos prédios e poucas árvores, vejo as ruas e o trânsito, vejo as pessoas, vejo você. Aquele que destaca perante a multidão, não para todos, sim para os meus olhos. Seu andar, seu jeito, se fechar os olhos posso até sentir seu cheiro e ver seu sorriso. Você está molhado, e por isso, extremamente nervoso, você odeia chuva e eu amo. Chuva que te estressa, chuva que me acalma. Chuva que limpa, clareia, estraga. Chuva que estragou muitas das nossas noites especiais. Por que odiar tanto a chuva? Por que tanto caos em ficar com os pés molhados? Querido, você sabe mesmo como fazer tempestade em copo d'água. Eu te vejo e desejo estar com você. Mais não te seguirei, não te encontrarei, não nessa chuva. Pois eu sei que você não está bem e não quero ser contagiada pelo seu estresse. Ó chuva, por que sempre vem na hora errada? Por que não vem nas horas em que o sol nos queima? Não precisamos de você a noite. Ó chuva. Chuva que me inspira e eu respiro. Vejo e releio mais não sinto. Quero sair, quero te sentir ó chuva. Não posso me molhar. Ficar molhado, sair na chuva tranquilamente, isso é luxo para poucos. É,chuva, está na hora de você partir, já fez estrago suficiente para os que te odeiam, já trouxe o necessário para os que o amam. Flores, ah, como elas te amam.


25 de junho de 2013

Sobre trabalhar em uma ONG

Trabalho em uma ONG que cuida de pacientes com câncer, mais meu papel aqui nada tem a ver com saúde. Trabalho como Analista de Mídias Sociais no setor de divulgação, sim, uma Ong grande como a nossa tem este setor, já que precisamos propagar nossa marca e nosso trabalho para que mais pessoas nos ajudem a ajudar os outros. E não, eu não sou voluntária, uma Ong também funciona como uma empresa e ela precisa de funcionários que se dediquem e trabalhem 8 horas por dia. Aqui temos alguns que fazem serviço de voluntario, mais estes não podem dedicar mais que uma hora do seu dia, já que possuem outras ocupações.
Quando me perguntam onde trabalho, as pessoas sempre me questionam sobre a credibilidade, a confiança, e a verossimilidade desta Ong. Não as culpo por pensar isso vendo que muitas Ongs são fraldes e funcionam apenas de fachada. Sempre respondo a mesma coisa. Eu não trabalho no departamento financeiro, nem no administrativo e nem afins. Mas, o bom de se trabalhar com mídias sociais é o feedback instantâneo. Eu vejo todos os dias diversos e-mails, comentários, depoimentos, mensagens e compartilhamentos de pessoas contando suas histórias. Histórias muitas vezes tristes, que se tornam alegres graças as ajuda da Ong. Faz meses que trabalho aqui e nunca vi nenhuma frase de um paciente mal atendido ou insatisfeito. Todos estão sempre gratos a nós pela ajuda na vida deles, que eles não saberiam o que seriam deles sem a Ong. Então uma coisa é certa, muitas pessoas sobrevivem graças a tudo isso aqui. Se você quer saber se uma Ong é confiável antes de ajudar, é simples: entre no facebook dela e veja o que os pacientes falam. É público, todos podem ver. Pessoas que não possuem planos médicos, só conseguem aqueles remédios caríssimos graças a Ong. Aqui nós fazemos o que o governo deveria fazer e não faz: cuidar do seu povo doente e disponibilizar qualidade de vida a população.

Para encerrar, coloco aqui algumas palavras que uma paciente da Ong mandou pelo inbox do facebook:

"Parabéns pelo maravilhoso trabalho que vocês fazem ajudando as pessoas com essa doença , pelo acolhimento que eles recebem quando chegam e carinho e atenção de vocês. Que Deus continue ajudando vcs !!"
E. G. S.

14 de junho de 2013

Correria

Vai e vem, vem e vai, vira pra lá, vira pra cá, desvia do poste, ultrapassa a senhora lenta, cuidado. Olhe pra um lado, olhe pro outro, sinal verde mais não tem carro, corre, corre. Pare, a senhora de cabelos vermelhos te fez parar.

Ela ‘deu seta’ para virar e você não viu, quase bateu de frente com ela, ai você para. Percebe que o rosto dela está borrado com um pó laranja, talvez seja resíduos do salgadinho chips barato que ela comprou por quilo numa mercearia qualquer, deve ter custado 50 centavos e sujou toda a boca, mãos e roupa com esse pó laranja que talvez seja fedorento e você da graças a Deus por não ter sentido o cheiro ruim do pó. Talvez ela ainda esteja com fome.

Ela está usando um casaco beje que deve ter comprado em um brechó do bairro, o casaco também está sujo. Então ela da meia volta, te deixando confuso do destino dela e do seu caminho. Ela para em frente a uma loja de artigos de cama, mesa e banho para a casa.

Onde será que esta mulher suja, de cabelos vermelhos, casaco beje e sapato que você nem sequer reparou mora? Então, o que isso vai mudar na sua vida, talvez nada, ou talvez a próxima vez que comer salgadinho chips barato comprado numa mercearia qualquer você não se esqueça de limpar os resíduos caídos no rosto e na roupa.

Enfim você encontra seu caminho e segue em frente, desviando de pequenas histórias que você ignora simplesmente por hábito ou pressa.





24 de janeiro de 2013

Meus momentos: Ansiosa

Estou super ansiosa
Nervos a flor da pele
Não durmo, não como
Me traz mais um café...
Fico pensando o dia inteiro na mesma coisa
A dor de cabeça só tende a aumentar
Medo, incerteza, alegria, tristeza
Uma grande bolota de variadas emoções
Checo o e-mail a cada instante
F5, F5, F5, F5 ...
Não consigo mais esperar
Fico torcendo para o relógio: Vai, vai, vai!
Eu preciso da sua resposta para acabar com essa agonia
E se for sim...
E se for não...
Minha mente analisando o que acontecerá com cada uma dessas respostas.
Prós e contras, o que farei? Como será?
Ser otimista? Ser realista? Ser pessimista?
E os outros como ficam?
Mas e eu? Tenho que pensar em mim também.
Como será que vai ficar o clima depois dessa grande resposta?
A reposta que carrega todo meu futuro!
Que pode mudar tudo ou simplesmente deixar com está.
E se eu me iludir e me decepcionar?
E se eu não for confiante o suficiente?
Eu quero mudanças assim? Claro!
Dúvidas, dúvidas e incertezas. Preciso de respostas, e eu não sou a única.
Dois dias que parecem uma eternidade.
Mas, pelo sim ou pelo não, o que preciso mesmo é de uma resposta.
Não gosto desses sintomas do "esperar"...

Alguém se identifica com esta situação?
;)


23 de janeiro de 2013

Uma luta interna

Passamos a vida toda lutando. Enfrentando os problemas do dia-a-dia. O ser humano, na sociedade atual, é convidado a vencer desafios impostos, desde um nível econômico ou até mesmo climático. E em meio a esta turbulência encontrar a felicidade. Mas e quando o desafio está dentro se você mesmo? Como lutar com um problema que esta impregnado em seus tecidos e seus órgãos? O seu corpo contra um parasita que nem se imagina de onde veio. A luta contra o câncer não é uma batalha simples de ser vencida. 


Existe tratamento, sim. Mas como funciona o caminho desta cura? Não é fácil. Não é simples depender de quimioterapia, ficar fraco para ser curado. Radioterapia, dores, cirurgias, transplantes. Além do desgaste físico, existe o emocional, como você se sentiria ao olhar no espelho e não se reconhecer mais? E a sociedade exigindo sempre força e alegria. Nesses momentos é preciso encontrar a felicidade do lado de fora. A força para lutar contra isso virá do amor, do carinho das pessoas com que se convivem. Isso é mais importante que qualquer remédio, pois não se vence uma luta sem uma gigante vontade de vencer.

Pode acontecer com você, com seu amigo, seu irmão ou sua família. Ninguém esta totalmente imune desta doença. Por isso é importante ajudar, apoiar e levar alegria a essas pessoas. Pois um dia você pode estar no lugar delas e também vai precisar de ajuda para vencer.

15 de janeiro de 2013

Como uma joaninha se sente num dia de chuva

Eu ainda não sei se eu gosto ou não da chuva. Acho que meu sentimento por ela depende do que a mim convém. Se estiver em casa, adoro a chuva, ela refresca e o barulhinho da água relaxa. Já se estou na rua ou querendo sair, brigo até com a quinta geração da coitada da tempestade. Eu não sou do tipo ecologista que ama a chuva a qualquer custo. Eu admito que água caindo do céu atrapalha e muito a minha vida. Pode fazer muito bem pra beleza das plantinhas, mais pro meu cabelo não! E como eu sou uma pessoa sem carteira de motorista (por pouco tempo, eu espero), chuva é mesmo pra ficar no tédio dentro de casa.

Agora, se a chuva atrapalha tanto a nós, seres humanos, imagina para uma joaninha? Logo ela que tem o tamanho entre 1 e 10 milímetros? Lá esta a fofinha senhora joaninha comendo os pulgões e piolhinhos das plantas, quando as primeiras gotinhas de água começam a cair. O que fazer? Pra onde ir? A quem recorrer? Buscar uma grande folha para ficar embaixo? E se chover muito e inundar o chão? Subir em um lugar alto? Acho que a chuva me alcança lá também. E mesmo tendo um par de asas fortes e coloridas, não aguentaria o peso de uma chuva forte. Então o que fazer? Cavar um buraco numa árvore? O Exatamente seria um abrigo para uma joaninha? Ou simplesmente deixar de levar pela chuva, ela iria morrer logo mesmo, elas vivem apenas 180 dias.

Como saber como os animais e insetos se sentem? Talvez pior ou melhor que nós? Se temos problemas é porque todos também. E a chuva que reclamamos tanto, ela não nos machuca pelo menos, imagine os pequenos seres? As pessoas não dão valor para essas coisas pequenas e belas da vida. O ser humano só compreende quando sente na pele. E enquanto não descobrimos o que sentem as joaninhas, vamos admirar sua beleza mesmo em meio a chuva.









2 de janeiro de 2013

Ele pode ser seu príncipe

Eu tenho um amigo, que eu já o conheço a muito tempo. Ele é do tipo de garoto que não fica com qualquer uma. Eu só o vejo paquerando alguém quando eu sinto que ele realmente gosta dela. Ele nunca namorou antes, acredito eu por nunca ter achado alguma menina que ele realmente gostasse. Mas agora, ele está diferente. Com um brilho nos olhos e um jeito que mostra ansiosidade e esperança. Agora, ele não desgruda do celular, o tempo todo esperando alguma resposta. Agora, ele só sabe falar dela. É, acho que ele está apaixonado.
Mas, eu não sei explicar as mulheres para ele. Quando ele pergunta porque ela demora pra responder ou porque ela faz isso ou aquilo, eu realmente não sei. Não sei se ela gosta dele reciprocamente. Ele é um cara legal, e não é feio. Mas, ninguém pode saber o que se passa no coração do outro sem que este lhe permita.
O que me surpreendeu, foi ontem. Ele fez um presente incrível para dar a ela. O tipo de presente que você realmente não imagina ganhar, um presente simples, sem valor comercial, mas com muito valor sentimental. É um presente que eu me derreteria se ganhasse. Um presente que não é qualquer um que possa fazer.
Quando ele me mostrou, fiquei de boca aberta. Ele simplesmente a desenhou. Sem copiar. Apenas a imagem dela em sua mente. Perfeitamente. Imagina você ganhar um desenho perfeito seu daquele que gosta de você? É algo realmente incrível. Espero que ela goste e perceba o que significa este desenho.
Ele ainda não deu o presente, mas acredito que ele pode ser o príncipe dela assim como ela é a princesinha dele.