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4 de maio de 2015

Eu e a Moda, um dilema

Eu odeio moda.

Mentira gente. Alguns dizem que sim, mas não é, vou explicar um pouco para vocês.

Há alguns anos atrás eu amava moda, se você observar os posts mais antigos do blog ainda tem alguma coisa sobre o tema. 

Embora eu nunca tivesse grana para andar 100% na moda, eu sempre tinha alguma peça tendência no guarda-roupa, mesmo que fosse apenas uma para usar no fim de semana. E eu era fascinada com isso, lançou a nova pulseira X que está na moda, eu necessitava. A bota tal é a que vai usar no inverno, eu aloprava a minha mãe para comprar (na época em que eu não trabalhava ainda). A cor do verão é laranja, e aos poucos meu armário ia enchendo de laranja. Está na moda pintar a ponta do cabelo de rosa, é eu já fiz isso...

Enfim, a típica adolescente que quer ser alguém e estar sempre na moda mais não tem dinheiro suficiente pra isso.

Ao longo dos anos fui crescendo e amadurecendo, a faculdade ajudou muito nesse ponto. Percebi então que a moda é a maior invenção do capitalismo, ela é escravizadora e manipuladora. Ela te deixa infeliz, te faz pensar que se você não tem aquilo você não é ninguém, que se você usa o modelo do ano passado você é um nada. Tudo isso por dinheiro, porque a bota comum é baratinha mas a super bota que vai bombar nessa estação custa uma fortuna. Sendo que tudo é bota e tudo vai aquecer o seu pé.



Então pensei, que diferença faz se fulano pensar que estou "mau vestida" ? E por "mau vestida" quero dizer "fora de moda". O que isso vai mudar na minha vida? Por que a opinião do outro importa tanto assim? Apenas a opinião daqueles que amo importam pra mim, os outros não fazem a menor diferença. 

Por essa linha de raciocínio fiz algumas mudanças. Agora quando vou me vestir ou comprar alguma roupa eu penso: É barato? É confortável? Combina com o meu tipo de corpo? É da cor que eu gosto? eu achei bonito?

Esses são os pontos que analiso ao comprar uma peça hoje. Parei de comprar porque tava na moda ou era a tendência da estação, parei de usar simplesmente porque está todo mundo usando. Se vocês querem usar esse sapato cheio de franja horroroso, pode usar, tá na moda, eu acho feio, minha opinião. Mas de você gosta, USE, não se importe com a minha opinião, seja feliz!

E é isso, eu curto moda, adoro assistir desfiles e ler sobre moda da internet e livros, acho muito interessante, desde que você não se torne um escravo da moda, ela é bem legal, então seja consciente.

Comecei a banir saltos altos, afinal nenhum nesse mundo é confortável. Comecei a escolher calças e blusas que combinam com o meu corpo apenas, pode passar anos mas aquele modelo de calça é o que vai ficar um xuxu no meu corpitcho (se eu não engordar ou emagrecer demais). Você pode até me ver usando alguma peça tendência, mas pode ter certeza que é porque ela é confortável e me faz sentir bem. E desde que comecei a pensar dessa forma, me sinto muito mais feliz com minhas roupas e meu corpo, e meu cartão de crédito agradece já que as compras compulsivas diminuíram.

Afinal, quem faz a MODA, sou EU! Faço a minha moda!


15 de abril de 2015

Agora é a hora

Quando tudo aquilo em que você mais acreditava acontece, qual é a sensação?
Um êxtase incontrolável paira sobre mim, um turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo me esmagam: ansiedade, alegria, saudade, medo, amor, loucura... Aquele frio na barriga delicioso de sentir. Aquele ar gélido que balança seus cabelos e que você sabe que tem cheiro de mudanças. 
Ando por esses corredores vazios e enormes e observo cada detalhe, cada trincado de parede, cada vista bonita de cada janela, cada sorriso e cada abraço, observo tudo atentamente tentando absorver tudo ao máximo que puder, pois esse ar que está vindo me faz ter a certeza que tudo isso vai mudar, esses corredores são passageiros, essa paisagem maravilhosa da minha janela vai ficar cada vez mais longe, e eu continuo olhando o horizonte, as pessoas passando na calçada, os pássaros nas árvores que vez ou outra entram pela minha janela. Ao mesmo tempo em quê anseio pela mudança, já sinto falta dessa vista, deste lugar, não quero esquecer nenhum detalhe disso.
Lugares, que você ama ou odeia, não deixe-os que te prendam como um periquito em sua gaiola, não se acomode. Seja como um pássaro, livre, liberte-se de sua tão confortável prisão e vá além do desconhecido. Afinal, quero conhecer outras paisagens além dessa na minha janela. Eu anseio por isso. E, escrevendo isso agora, percebo que esse sempre foi meu destino, o meu sonho. Eu nasci para seguir este caminho que agora bate a minha porta. Coragem é o que não me faltará neste momento para abrir a porta e seguir em frente, sem medo para encarar os novos desafios, porque eu esperei a vida toda por esse momento.
Afinal, agora nem mais o céu é o limite.
É hora de ir ALÉM.

18 de janeiro de 2013

Síndrome do recomeço

É quando você percebe que suas roupas já não te servem mais.
Quando só a sua gatinha te faz sorrir.
Nem o canto dos pássaros, nem o céu azul.
O mundo já não te serve mais.
Há mais necessidades de mudanças do que vontade de coloca-las em prática.
Há mais subidas do que descidas.
Menos oportunidades.
Há mais dificuldades do que tempos bons.
Mais lagrimas do que sorrisos.
E quando você pensava que tudo andava bem,
E você tinha toda a esperança...
O mundo da voltas, e não adianta ter esperança agora
Apenas paciência, esperar o tempo passar e recomeçar.
O tempo que foi, foi. Perdeu-se.
Não é possível voltar atras e recuperar erros.
Não adianta julgar, reclamar, gritar, enlouquecer...
Você pode até tentar, mais eu já o fiz, é inútil.
Mas ficar triste é permitido, é necessário.
Estar no fundo do poço pra lhe fazer sentir saudade da luz.
Então o que fazer? O que pensar? Pra onde ir?
Se posso sorrir, também posso chorar
Mas também posso sonhar!



15 de janeiro de 2013

Como uma joaninha se sente num dia de chuva

Eu ainda não sei se eu gosto ou não da chuva. Acho que meu sentimento por ela depende do que a mim convém. Se estiver em casa, adoro a chuva, ela refresca e o barulhinho da água relaxa. Já se estou na rua ou querendo sair, brigo até com a quinta geração da coitada da tempestade. Eu não sou do tipo ecologista que ama a chuva a qualquer custo. Eu admito que água caindo do céu atrapalha e muito a minha vida. Pode fazer muito bem pra beleza das plantinhas, mais pro meu cabelo não! E como eu sou uma pessoa sem carteira de motorista (por pouco tempo, eu espero), chuva é mesmo pra ficar no tédio dentro de casa.

Agora, se a chuva atrapalha tanto a nós, seres humanos, imagina para uma joaninha? Logo ela que tem o tamanho entre 1 e 10 milímetros? Lá esta a fofinha senhora joaninha comendo os pulgões e piolhinhos das plantas, quando as primeiras gotinhas de água começam a cair. O que fazer? Pra onde ir? A quem recorrer? Buscar uma grande folha para ficar embaixo? E se chover muito e inundar o chão? Subir em um lugar alto? Acho que a chuva me alcança lá também. E mesmo tendo um par de asas fortes e coloridas, não aguentaria o peso de uma chuva forte. Então o que fazer? Cavar um buraco numa árvore? O Exatamente seria um abrigo para uma joaninha? Ou simplesmente deixar de levar pela chuva, ela iria morrer logo mesmo, elas vivem apenas 180 dias.

Como saber como os animais e insetos se sentem? Talvez pior ou melhor que nós? Se temos problemas é porque todos também. E a chuva que reclamamos tanto, ela não nos machuca pelo menos, imagine os pequenos seres? As pessoas não dão valor para essas coisas pequenas e belas da vida. O ser humano só compreende quando sente na pele. E enquanto não descobrimos o que sentem as joaninhas, vamos admirar sua beleza mesmo em meio a chuva.