9 de abril de 2013

Resenha do Livro “A prática da reportagem” de Ricardo Kotscho


Este livro mostra uma visão bem mais clara sobre a profissão de repórter. Aqui, percebemos pra que serve realmente o jornalismo e como ele funciona. Além de mostrar, é claro, como se faz uma reportagem em todas as suas fases e quais são suas consequências. Ricardo Kotscho conseguiu colocar nessa obra a sua própria experiência de vida, ele não apenas colocou trechos de reportagens, mas colocou detalhes sobre a produção e apuração de cada matéria do ponto de vista jornalístico. Pra mim, apenas estudantes de jornalismo ou jornalistas se interessariam na leitura deste livro e lhe dariam a devida importância. Pra quem não tem prática em reportagem, esse realmente é o livro base que todos os que querem ser repórter deveriam ler.

O livro é do ano de 2004, porém, Ricardo colocou trechos de reportagens suas que datam épocas muito mais antigas, mas mesmo sendo escritas há muito tempo, os temas por ele abordados ainda são atuais como enchentes, fome, miséria, roubo, corrupção, etc. A forma com que ele escreve envolve o leitor, não é uma leitura cansativa, muito menos chata. Ela é interessante e rica de informações para os jovens jornalistas.

Em apenas 80 páginas, Kotscho nos mostra um pouco de sua experiência de vida em cada tipo de reportagem. Na página 19 por exemplo, um item me chamou muita atenção quando ele diz sobre a importância de repórter e fotógrafo trabalharem juntos, essa matéria dele me deixou fascinada justamente por mostrar algo que eu mesma vivi. Sempre concordei que “o cara da imagem” e “o cara do texto” devem andar sempre juntos, pensar juntos e conversar muito sobre o tema que estão apurando e suas ideias. “Repórter e fotógrafo têm que trabalhar sempre juntos”, escreveu Ricardo, isso é necessário para o bem de uma boa reportagem. Na minha experiência, em dias de conflito entre repórter e câmera, a apuração e matéria final não ficavam boas, ou seja, o relacionamento dessas duas pessoas é muito importante e reflete diretamente no resultado final da reportagem.

Ricardo conta suas experiências dentro da redação, de relacionamento com chefes e colegas de profissão, de apuração, de produção, de viagens curtas e longas, de grandes coberturas e pequenas matérias, como achar fontes, como tratar as fontes e como ser um jornalista com reponsabilidade social. Outra coisa que achei muito interessante foi a parte que ele fala o que fazia quando não se tinha nenhuma notícia para cobrir. É preciso ir pra rua, lugar de repórter é na rua. Pegar o fotógrafo e dar uma volta, ver de perto a realidade das pessoas e quem sabe achar um fonte com uma boa história para contar, afinal, o jornal não pode deixar espaços vazios, é preciso ir atrás do conteúdo. Legal também é saber dos desdobramentos que a matéria pode ter dentro do jornal de acordo com o fato e a reação do público, o mesmo assunto pode sair em várias edições do jornal com informações e pontos de vistas diferentes.

Mais a reportagem dele neste livro que mais me marcou foi a que esta na página 66, o título que o autor colocou é “A fome tem nome”. Identifiquei-me muito com esta matéria, adoraria apurar um tema parecido. Em geral eu não gosto muito de reportagens com cunho social, mas essa do Kotscho passou pra mim o que eu acho que deveria ser a essência de todas as matérias jornalísticas, que é a responsabilidade social. É lindo imaginar o quão grande é o poder das palavras. Neste caso, Ricardo Kotscho conseguiu mudar o mundo com sua reportagem, sim, ele mudou o mundo daquela família que passava necessidades e mostrou ao público uma realidade que a maioria das pessoas nem se preocupa em enxergar.

Em geral, é um livro muito bom, com conteúdo interessantíssimo, leitura obrigatória para quem quer ser jornalista. E o autor é um grande repórter que com certeza ganha um novo fã a cada pessoa que lê este livro.

Por Alessandra Maria

18 de março de 2013

Mais um dia...

Eu estou andando do mesmo jeito, como todos dias. No mesmo horário, com a mesma pressa. O céu está nublado, o vento frio que me mantém acordada. A música está alta em meus ouvidos e hoje eu não quero reparar em nada do que sempre reparo. Só quero esquecer tudo a minha volta, aumento o volume e sigo em frente. Meu corpo segue, mas minha mente quer estabilizar, ela quer ficar quieta um momento, sozinha. Estou precisando de muitas coisas nesse momento, inclusive comida e uma boa companhia. Mas nada que quero eu posso ter agora, penso que é sempre assim, nunca iremos ter tudo o que queremos. Temos a ilusão do querer ter. Mas estou sozinha, não me sinto bem, mais queria poder me sentir bem assim (e la esta o verbo 'querer' de novo), já que é assim que vou viver minha vida, sozinha. Estou com preguiça de olhar pros lados e atravessar a rua. Não preciso olhar mesmo, esse horário o movimento é escasso e espero que os motoristas estejam acordados o suficientes para me enxergar. Os sentimentos estão pulando dentro de mim e faço uma barreira para empurra-los em um canto, para que fiquem apertados e se mexam menos. Assim posso pensar em outras coisas e tentar me distrair. E já vou finalizar este pequeno texto, pois escreve-lo está me fazendo lembrar de tudo que eu agora só quero esquecer.

12 de março de 2013

Era tudo cordiforme...

Essa é a história de uma garota que via o mundo de uma forma diferente. Diferente de nós.
Para ela tudo era igual, ela via e imaginava tudo igual. Do jeito que ela queria que fosse.
Ela imaginava um mundo cordiforme.
Onde o planeta, as nuvens, as borboletas, os sorvetes, os beijos, os desejos, as pessoas, os animais, as flores, as árvores, as frutas, o café, o pão, as pedras, e tudo que ela poderia ver e sentir, tudo cordiforme.
Ela queria enxergar assim, e assim acontecia.
Ela tinha domínio de tudo que via, e transformava em sua mente.
Como se ela usasse óculos com lentes cordiformes que deixava tudo assim.
Vocês podem me perguntar por quê ela era assim.
Eu não sei ao certo.
Eu penso que ela é uma garota doida e lunática.
Alienada até certo ponto, to tipo nada realista e muito sonhadora.
Porém, ela tem um grande poder que poucos tem. Ou poucos tem coragem de ter.
Apenas queria ver o mundo com mais amor. Queria transformar o mundo em um lugar melhor. Ela fez isso, apenas na sua humilde imaginação. Mas o que o pensamento dela vai ajudar na sociedade?

Acho que por hoje ela veio apenas ensinar uma palavra nova para o nosso vocabulário.
Você sabe o que é cordiforme?

Segundo o Michaelis:
cordiforme 
cor.di.for.me 
adj m+f (cordi+forme) Que tem forma de coração.





28 de fevereiro de 2013

Todo mundo está feliz?

Paremos para refletir sobre o que nos faz feliz.

E então? Você é feliz?

Você pode ser feliz mais achar que não, você pode ser feliz mais estar num dia ruim, você pode ter acordado feliz mais ai choveu. Ou você você pode estar deprimido e algo o fez ficar feliz. Muitas vezes não precisamos ser completamente felizes para sermos felizes. Afinal, a felicidade plena e constante não existe. E as vezes pequenos gestos ou coisas podem mudar seu dia e seu sorriso, coisas que aos olhos de outros possam ser insignificantes. Como por exemplo uma casquinha de sorvete!

Isso aconteceu comigo hoje. Uma publicação no facebook, os 10 primeiros comentários ganhariam duas casquinhas de sorvete em um fast food no shopping. Por mais incrível que pareça, eu consegui! Fui a oitava pessoa a comentar, marcar, curtir e compartilhar a postagem.

O que eu não imaginava é no tamanho da felicidade que ia me invadir por causa disso. Uma coisa simples que me custaria 3 reais. Por quê ficar feliz por algo tão ausente de valor?

Pois é, foi simples, foi divertido, e aposto que será gostoso!

E não ligo para aqueles que me disseram "Nossa, você está feliz por causa disso?"
Se não buscarmos a felicidade nas pequenas coisas, seremos infelizes.
Afinal, você ganha algo todos os dias?
Que tal um sorvete?


25 de fevereiro de 2013

As 20 frases mais ditas antes de morrer

1-Atira se for homem!
2-Atravessa correndo que dá.
3-Ah, não se preocupe, o que não mata, engorda.
4-Fica tranquilo que este alicate é isolado.
5-Sabe qual a chance de isso acontecer? Uma em um milhão.
6-Essa camisa do Palmeiras não é minha não....eu sou corinthiano como vocês...
7-Adoro essas ruas pois são super tranquilas.
8-Tem certeza que não tem perigo?
9-Meu sonho sempre foi saltar de para-quedas. E neste instante vou realizá-lo. E eu mesmo o dobrei!
10-Aqui é o PT-965 decolando em seu primeiro vôo solo.
11-Confie em mim.
12-Aqui é o piloto. Vamos passar por uma ligeira turbulência.
13-Capacete? Imagina, tá calor.
14-Eu sempre mudei a temperatura do chuveiro com ele ligado. Não ia ser hoje que alguma coisa iria acontecer.
15-Deixa comigo.
16-Desce desse ônibus e me encara de frente, sua bicha!
17-Você é grande mas não é dois!
18-Vamos lá que não tem erro.
19-Tá comigo, tá com Deus!
20- Não está estragado não, tá uma delícia!

21 de fevereiro de 2013

Having a car

Ter um carro. Acredito eu que este seja o sonho de muita gente. Principalmente pessoas como eu, jovens universitários desafortunados com anseio por liberdade, praticidade e velocidade.
A vontade de toda criança é dirigir, começa com o velotrol, depois bicicleta, carrinho de bate-bate, e depois é hora de esperar os demorados 18 anos chegarem para poder ter permissão de dirigir um carro ou uma moto de verdade.
Bom, no meu caso, demorou, mas chegou. Logo atingi a maioridade brasileira .... mas ainda nem vi a cor da sensação de dirigir. É, tadinha da antiga eu que achava que logo depois do aniversário de 18 anos iria correndo para a auto-escola e tirar carteira de motorista dois meses depois.
As vezes as coisas não saem como esperamos. Dinheiro? haha, eu tinha, a habilitação para dirigir é bem cara. Mais a realidade é que não fui correndo para a escola de direção pois eu havia quabrado o braço três  dias antes dos dezoito aninhos. E agora? O tempo é o que me falta.
Mas, entretanto, porém, todavia, eu ja dirigi! Sim! Em lugares supeeeeeeeer afastados com meu pai do lado, mas dirigi né. E digo que é uma sensação muito gostosa e espero nunca enjoar disso. Só de pensar no dia que terei meu carro e nunca mais andarei de ônibus... Acorda! rs Um dia eu terei. It's a big dream! Mas pra dar valor as coisas grandes, temos que sofrer um pouco antes. Assim é a vida.


19 de fevereiro de 2013

Câmera LOMO

Esse post é para quem gosta de fotografar. Conheci este tipo de câmera recentemente e achei ela incrível. É a lomography!

Ela é o podemos chamar de o tipo mais estiloso e fashion de câmeras vintage que existe!

Sim, ela é antiga, e sim, ela é barata *-*  Custa em média uns 200 ou 300 reais. Mas não, ela não tira foto digital e tão tem cabo USB. Pra postar no face é preciso revelar e scanear a foto.

Mas mesmo assim, essa câmera é muito legal, são vários modelos de diversas cores, tamanhos e estilos diferentes. Cada maquina tira foto com um efeito diferente. Umas de olho de peixe, outras fazem montagem, outras mudam a iluminação, outras tiram em formatos variados, tem até máquinas para tirar foto embaixo d'água.

Fiz umas artes pra vocês com as câmeras que mais gostei, cada uma com 3 fotos de exemplos, assim fica fácil de ver o efeito que cada máquina proporciona.







E essa sou eu com as Lomos da minha chefe Pri! A laranja é uma Fisheye e no pescoço é a Diana.




Comentem quais modelos e quais efeitos vocês mais gostaram. Qual você compraria?
Para comprar essas câmeras, clique aqui.




5 de fevereiro de 2013

Nessecidade de mudança

Você está naquele momento em que se sente preso de alguma forma, que anseia por algo que somente as vezes você sabe o que é. Você que mudanças, não, você nessecita delas! Vendo o mundo girar e girar e você não consegue acompanhar, está parada, flutuando, nem pra cima nem pra baixo, nem pra trás, nem para a frente. Você quer mudar, mas como? Onde achar mudanças? Dentro de mim mesmo, é o que dizem.
O que queremos muito, sempre tem algo assim. Um plano ou um objeto que necessitamos. Porém, eles não chegam até nós. Será que se perderam? Será que o CEP estava errado? Ou somente apenas você não está percorrendo o caminho certo para chegar onde você quer.
Acredite, aquela mudança que você tanto quer vai chegar no momento que você menos esperar, e isso vai mudar sua vida de cabeça pra baixo e vai te inundar de alegria, basta estar no caminho certo.
Mas aviso, ninguém disse que seria fácil, é díficil, nada é fácil nessa vida. É um desafio, com consequências boas, então você precisa encarar. 

Eu procurei, eu achei.
Eu pensei que seria fácil, foi díficil.
Eu achei que podia perder, eu venci.
Eu estava infeliz e agora é só alegria.
Não desista, força!