10 de junho de 2014

Violões feitos em Taubaté vão para todo o país

(Escrevi essa matéria ano passado e foi publicada no Diário de Taubaté no dia 27 de setembro de 2013, só hoje lembrei que não tinha postado aqui no blog. É um perfil sobre um luthier muito legal de Taubaté.)

O artesão Lineu Bravo é um luthier que faz sucesso no Brasil com seus instrumentos profissionais feitos sob medida no Vale do Paraíba.

Por Alessandra Maria – Vale Repórter Unitau

Digite a palavra “luthier” no Google, e, depois do link da Wikipedia, Lineu Bravo será o primeiro registro da lista. Um profissional como ele precisa ser facilmente encontrado pelos músicos de todo o país. Lineu já fez instrumentos para várias estrelas da música brasileira, como Chico Buarque, Ana Carolina, Guinga, entre muitos outros. E, sim, ele mora e se dedica à arte de construir violões, cavaquinhos e bandolins na cidade de Taubaté (SP).


A habilidade de Lineu com madeira começou há muito tempo, em Sorocaba (SP), sua cidade natal. Quando era apenas uma criança, ele gostava de perguntar ao pai: “Vai sobrar alguma coisa?” O que o menino queria eram apenas os restos de madeira do trabalho do pai marceneiro. Com os “presentes” que recebia do pai, o jovem Lineu gostava de construir os seus próprios brinquedos feitos de sobra da madeira. Já seu primeiro contato com a música foi por conta da mãe, que vivia a cantar e a ouvir rádio, pois gostava muito de música. Aos 10 anos, Lineu aprendeu sozinho a tocar cavaquinho.

Aos poucos, o jovem foi se distanciando do seu hobby com a madeira. Trabalhou em uma loja de materiais de construção e, mais tarde, chegou a fazer dois anos de faculdade de Direito. Mas as coisas não estavam dando certo. Ele estava ‘quebrado’, sem emprego, sem dinheiro, sem expectativas. Era final dos anos 90, e uma ‘febre’ de pagode dominava o país. Foi quando Lineu decidiu fazer uns cavaquinhos para vender. De começo, não deu muito certo, pois suas criações não venderam rápido. A vida toda ele já havia feito vários instrumentos como hobby, mas construir um violão, isso ele nunca havia experimentado. Apareceu então, um amigo que lhe emprestou um violão de boa qualidade, e Lineu tentou fazer seu primeiro violão na mesma linha desse instrumento. Depois disso, sua vida se desenrolou e a dificuldade encontrada na venda dos cavaquinhos não existiu com a venda dos violões. O destino não conseguiu separar o Bravo luthier da madeira.

Vários desafios se apresentaram. “Eu aprendi a fazer, fazendo”, confessa, de bom humor, Lineu Bravo. Ele nunca leu um livro sequer sobre a arte da luthieria, nunca fez cursos, nunca trabalhou com outro luthier e muito menos tinha entrado em uma fábrica de violão quando começou. Com mãos já habilidosas para mexer com madeira, Lineu tentou entender a função de cada parte do violão e juntando isso com o ouvido apurado, desenvolveu o que tem hoje, a marca de violões Lineu Bravo. “Eu não entendia a lógica da acústica do instrumento. Então, eu peguei um violão e tirei mais ou menos as medidas e tentei entender porque aquelas coisas tinham aquele formato”, relembra o luthier. “O maior desafio foi tentar conseguir a sonoridade que eu queria, utilizando os materiais que eu tinha”.

Ele escolheu Taubaté para se instalar e fabricar violões. Para ele, a cidade do Vale tem qualidade de capital e tranquilidade de interior, num ponto geográfico estratégico, próximo à Rodovia Presidente Dutra que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. O sucesso de Lineu está na preocupação com os pequenos detalhes, isso faz com que seus instrumentos sejam de ótima qualidade. “É preferível um violão com bom material feito por um luthier excepcional do que um material excepcional feito por um luthier mais ou menos”, opina o talentoso fabricante de violões, bandolins e cavaquinhos.

O profissional sempre trabalhou sozinho, não tem coragem de deixar ninguém responsável por uma parte sequer na montagem do violão, cada detalhe é importante, e só ele sabe todos os ajustes e processos necessários. Lineu adora ter o feedback dos clientes, pois é com as críticas que consegue aprimorar seu trabalho.

Um cuidado muito importante é manter a madeira longe da umidade. No local onde ele faz a fabricação, possui uma sala especial com um desumidificador de ar, onde fica armazenado o seu material de estoque e onde acontecem alguns processos de colagem e de pintura dos instrumentos. Em seus 12 anos de carreira, o luthier já fabricou cerca de 400 instrumentos, sendo que cada um demora entre dois a três meses para ficar pronto. Esses detalhes fazem com que cada vez mais músicos procurem luthiers, pois na linha de montagem em um fábrica de instrumentos não existem esses cuidados perfeccionistas que os grandes expoentes da música brasileira procuram.



Ao digitar “luthier” no buscador mais famoso da internet e encontrar o site de Lineu, dá para ler, no mesmo link, depoimentos de vários músicos de renome. Chico Buarque, por exemplo, escreveu assim: “O violão do Lineu Bravo é o de minha estimação. Além de bonito toda a vida, é violão compositor”. Já Guinga deixou o registro: “O Lineu é a grande revelação da construção do violão. Ele ascendeu muito rapidamente e estará brevemente entre os melhores do mundo. É um gênio”.

E este trabalho é reconhecido pela cidade de Taubaté. Em agosto, Lineu foi homenageado na Casa do Figureiro, em solenidade da Câmara Municipal de Taubaté, no Dia do Folclore. “No primeiro momento, eu fiquei surpreso pelo convite; no segundo momento, eu fiquei surpreso por ser pelo Dia do Folclore. Então, eu pensei: Será que eles estão confundindo mula-sem-cabeça com mula-sem-cabelo?”, brinca Lineu. “Mas o folclore é cultura popular e eu sou um cara que trabalha em função da música popular”.

A profissão de luthier é clássica, artesanal e exótica. Mesmo assim, Lineu não deixou de usar a tecnologia a favor de seu trabalho. Por não gostar muito de mexer na internet, contratou um profissional para fazer sua página no Facebook, além de um site, vídeos no Youtube e um blog. “As redes sociais potencializam o grande talento do luthier”, afirma Kelly Nagaoka, dona da empresa Nagaoka Mídias Sociais, que presta serviço de assessoria digital a Lineu Bravo. Kelly admite que, para esse tipo de trabalho, é preciso ter bastante cuidado quanto ao conteúdo postado. “O cuidado é na pesquisa do conteúdo que não é comum em nosso dia a dia, isso exige um maior estudo de quem escreve para as redes sociais de Lineu”, afirma a empresária.


Lineu leva hoje uma vida tranquila, está em “um relacionamento sério”, trabalha em horário comercial, pratica atividades físicas, fabrica violão – mas não toca – e quem quiser encomendar um Lineu Bravo terá que esperar mais ou menos um ano para receber seu instrumento exclusivo e feito sob medida. Uma vida normal para quem tem uma profissão tão exótica.

Para o futuro, Lineu deseja continuar trabalhando e se aperfeiçoando na arte da luthieria. Agora, se alguém quiser saber quanto custa um violão Lineu Bravo, vai ter que começar procurando o luthier no Google.´





Como eu havia dito no início, a matéria foi capa do jornal Diário de Taubaté no dia 27 de setembro de 2013 e ganhou uma página inteira.

9 de junho de 2014

De bem com a vida e com meus óculos

Lá em 1270, quando foram inventados os primeiros óculos de grau, era uma maravilha. Uma novidade que "consertava" a sua visão, coisa de nobreza, burguesia, todos queriam usar.


Anos de passaram, ignorância e padrões de beleza reinaram sobre a terra. O óculos passou por uma fase de rejeição da maioria. Ninguém mais queria usar óculos. Era coisa de nerd, careta, velho, cego, feio. Óculos era sinônimo de feiura.

Hoje, obviamente, e graças a Deus, as coisas mudaram. Porém, ainda existem uns ignorantes por aí. Vejo pessoas tentando ler coisas com os olhinhos bem fechados e de longe, e pergunto: "Não consegue enxergar? Por que não usa óculos?". As respostas são sempre do tipo "estou fugindo do óculos", "não gosto de óculos", ou até mesmo "fico feia de óculos".

Gente, acordem!!! Usar óculos é tudo de bom! Eu, pelo menos, AMO! É tão gostoso você ter algo que te faz bem, que te faz enxergar melhor, óculos é saúde! É como ver tudo em HD! rsrs Mais, falando sério, é preciso ter o óculos como um melhor amigo. Hoje, existem diversos modelos incríveis e maravilhosos de todos os tamanhos, todas as cores para todos os gostos. Óculos se tornou um acessório. Não é preciso temer o óculos, ele é seu amigo e só quer te ajudar.

Eu não me vejo hoje mais sem óculos. Amo, são minha vida, esqueço meu celular mais não esqueço meu óculos. Tenho grau até no meu Rayban. A questão é que eu gosto de poder enxergar bem. E, acho estiloso, moderno, me sinto bonita de óculos, eles ajudam inclusive a esconder as olheiras. Não é preciso ter medo, sem ignorância por favor! E essa foto sou eu com meu lindo óculos! I S2 Glasses! 8)


19 de maio de 2014

A febre do álbum da copa

Crianças e adultos se encontram na praça principal de Tremembé para trocar figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2014.


Por Alessandra Maria



Nesta época do ano, o clima é fresco naquela praça tão famosa na cidade de Tremembé. A Praça Geraldo Costa, mais conhecida pelos cidadãos como a Praça da Estação, recebe muitos eventos durante o ano como a Festa do Arroz em maio, a Festa junina em junho, a Festa do Senhor Bom Jesus em agosto, O Natal Iluminado em dezembro, entre outras. Mas, hoje, a principal atração da praça é a banca de jornal.

Em volta da pequena banca, aglomerações de pessoas trocam, compram e vendem figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2014. Cristiane Vanessa tem três filhos que, juntos, colecionam dois álbuns. A mãe trás os filhos à praça aos finais de semana para tentar completar a coleção. “Esta sendo a minha primeira experiência com figurinhas, e estou até mais empolgada do que meus filhos”, anima-se Cristiane. O filho do meio, Cainan Gomes de 7 anos, adora a brincadeira. “Eu gosto de vim aqui porque tem bastante gente com as figurinhas que eu quero para poder trocar”, conta a criança.



E para quem pensava que trocar figurinhas é brincadeira de criança, está muito enganado. Marcos Vinícius tem 62 anos e também estava na praça procurando as quatro figurinhas que faltavam. “Eu completei o primeiro álbum que lançou esse ano, depois lançaram um com capa dura, eu tive que comprar também”, diz. Marcos é um colecionador, tem todos os álbuns completos desde a Copa de 1950, muitas das pessoas mais velhas que entram nessa febre, são porque colecionam o álbum há muitos anos.

Segundo uma matéria da BBC News, as figurinhas dos jogadores da Copa do Mundo no Brasil são fabricadas na fábrica da Panini (empresa italiana que imprime os álbuns desde a Copa do México, em 1970) em Tamboré, na Grande São Paulo e lá são impressas 40 milhões de figurinhas diariamente. Hoje o álbum comum custa em torno de R$ 5,90, dependendo da região. O álbum com capa dura custa aproximadamente R$ 24,90. Um pacote com cinco cromos custa um real. São 640 figurinhas para completar a coleção, sendo que 40 são metalizadas. E quem fica feliz com tanta gente comprando esses álbuns e cromos é o dono da Banca. Jorge Marcos, 54, é proprietário da Banca Calana na Praça da Estação em Tremembé há 35 anos e adora ano de Copa do Mundo. “Eu acho que chego a faturar 1000% a mais”, brinca. E completa: “Deveriam fazer também álbuns dos campeonatos brasileiros, para termos essa febre mais vezes, e não apenas de 4 em 4 anos”.


Mesmo não sendo dono de banca, também é possível faturar com essas vendas. Foi o que fez o funcionário público Celso Souza, 43. Ele fez um investimento inicial de mil reais e já conseguiu o dobro da quantia em lucro. “Eu comecei para mim, com o meu álbum, foi então que vi todo mundo vendendo e decidi fazer isso também”, explica Celso. Juntando trabalho e diversão, Celso possui uma pasta para organizar melhor suas duas mil figurinhas. Ele vende cada uma a 25 centavos, sendo que as mais difíceis custam um real, as da seleção brasileira custam dois reais, e a mais rara de todas, segundo ele, a do Neymar, que custa três reais.


Na era da internet, uma parceria entre a Panini, FIFA e Coca-cola criou um álbum virtual, para começar a jogar é preciso criar uma conta no Clube Fifa.com. As figurinhas virtuais podem ser adquiridas por meio de códigos presentes nas figurinhas de papel, vendidas nas bancas de jornal. E o jogo, inclusive, ganhou plataforma para Android e IOS. Mas mesmo com tanta tecnologia e acessibilidade, o que faz sucesso mesmo é a troca pessoal, levar os filhos e encontrar os amigos num domingo de manhã, para trocar figurinhas na praça principal no centro da cidade.


18 de maio de 2014

Cotas raciais, o ‘tapador de buraco’ do governo para um ensino sem qualidade

Por Alessandra Maria (artigo de opinião)

Liberdade, igualdade e fraternidade. Lá nos anos 1790 os franceses já clamavam por esses direitos básicos que todos os seres humanos deveriam ter acesso. E mesmo hoje, três séculos depois, do outro lado do mundo, no Brasil, não vemos esses direitos simples serem respeitados. Negros, brancos, pobres, ricos, estrangeiros, entre tantas outras diferenças da espécie humana, estamos longe da igualdade.

Analisando a teoria, o Brasil hoje deveria ser um país de igualdade, pois a Constituição Federal de 1988 assegura isso a toda a população:

Artigo 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (...).

Se, a constituição nos assegura isso, por que em 2012 o nosso Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade de votos que a política de cotas raciais será usada como um dos critérios para ingresso nas universidades? Se, temos o direito à liberdade e à igualdade, por que negros haveriam de ter qualquer tipo de preferência?

A decisão do STF tem a justificativa de reduzir as profundas disparidades sociais que segregam milhões de brasileiros. Julgando que, negros seriam pobres e teriam maior dificuldade de entrar na universidade. Segundo o Censo de 2010, temos 47,7% da população que se declara branca e 7,6% que se declara negra. A mesma pesquisa mostra que em um grupo de pessoas de 15 a 24 anos que frequentava o nível superior, 31,1% dos estudantes eram brancos, enquanto 12,8% eram negros. Se, temos uma quantidade menor de negros no país, consequentemente teremos uma quantidade menor de negros nas universidades se comparado à população declarada branca.


Em 2013, apenas 7,7% dos candidatos de escola pública que fizeram o vestibular da Fuvest conseguiram entrar na Universidade de São Paulo (USP) em 2013. Sendo que 85% dos estudantes de ensino médio do país são de escolas públicas. Se, nossos alunos de ensino médio público não estão conseguindo entrar no ensino superior público do país, algo muito errado está acontecendo, e algo que de nada está relacionado a desigualdades sociais ou raciais, e sim a qualidade da educação.

Ou temos um ensino superior público de difícil acesso com provas extremamente acima do nível necessário de conhecimento ou temos um ensino médio público muito ruim que não consegue nem colocar seus alunos na universidade pública. Há sim um grande problema, a falta de investimento e o descaso com a educação. E não são cotas raciais que vão diminuir esse problema. A educação é a chave para resolver 60% dos problemas do nosso país. Se a questão é diminuir a desigualdade social, o primeiro passo seria uma rede de educação de qualidade para que pobres ou ricos, brancos ou negros frequentassem as mesmas escolas e tivessem as mesmas chances de ingressar nas faculdades. Se for para tapar mesmo o buraco na educação, que se coloquem cotas para alunos de ensino médio público, e não apenas negros.

Após a votação das cotas de 2012, um processo parecido se repetiu este ano. Em março deste ano, com 314 votos a favor e 36 contra, a Câmara dos Deputados aprovou dessa vez, um projeto de Lei do governo federal que reserva 20% das vagas em concursos públicos para candidatos que se declararem pretos ou pardos. Num país com uma miscigenação tão grande, como é possível saber quem realmente é negro, pardo ou branco? Eu sou branca, meu bisavô é negro, e esse sangue negro corre em minhas veias, então afinal, o que eu sou?

Até quando o governo tentará tapar os buracos da falta de educação de qualidade, e da desigualdade social? Cotas para negros não é a solução em nenhum dos casos, nem das universidades e nem nos concursos públicos. E se a população não está satisfeita com a qualidade do ensino no país, que não é igualitária e nem de qualidade, deveríamos nos inspirar mais na revolução francesa e garantir nossos direitos à igualdade, liberdade e fraternidade.

24 de abril de 2014

RESENHA: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

Vi esse livro na prateleira da livraria e me apaixonei pela capa! Mesmo sem grana e com uma fila imeeeensa de livros para ler, tive que comprar e passar ele na frente de todo mundo (os livros, meus babys). A capa tem ilustrações de diversos personagens da história do Brasil, mas o que mais me chamou atenção foi ter a imagem da Dilma, ela é tão recente e já está em um livro da história do Brasil? É a versão mais nova do livro, a que li, que possui mais histórias e mais personagens, é a edição ampliada. O autor é Leandro Narloch. Vejam que f*da a capa:



Vamos lá, o livro começa desde o começo meeeeeeeesmo, la na época dos índios. Fala dos portugueses, dos escravos, das guerras, dos conflitos, do 14 bis, da independência, dos personagens, dos livros, de artistas e políticos. Não vou falar mais que isso, já que esse livro trata muitos assuntos em pequenos capítulos, fica muito fácil de dar spoiler. Mais já da pra imaginar mais ou menos o conteúdo riquíssimo.

 O livro veio questionar toda a história contada para o nós, meros mortais, sobre o nosso Brasil, e mostrar que nem tudo que aprendemos durante os quase 12 anos na escola é verdade. Muita coisa é distorcida, exagerada, errada e má interpretada. Mesmo o autor usando argumentos e fontes, são coisas tão diferentes da que ouvimos a vida inteira que é até de desconfiar se esse livro é verdadeiro.

Mas a questão é que esse livro abre a sua mente para criticar nossas histórias, nossos heróis e nossos vilões. É um livro muito rico, agregou muito para minha bagagem de jornalista, tem uma linguagem leve, moderna, gostosa de ler. Não é um livro chato, possui capítulos pequenos e eu amo isso. E o que me chamou a atenção foi a diagramação do livro, como entendo um pouco dessa área eu posso dizer: É a diagramação de livros mais linda e perfeita que já vi até hoje. Parabéns para a equipe do livro!

Na verdade esse livro possui, o que podemos chamar, de pequena saga. São outros livros no mesmo estilo com histórias diferentes. Além do Guia Politicamente incorreto da história do Brasil, temos o da América Latina, do Mundo e da Filosofia, devem ser interessantes. Eu juro que vou tentar ler todos, vamos ver se a minha questão financeira irá permitir.



23 de abril de 2014

Dia do liiiiiiiivro + the best books

Bom, não é o dia Nacional do Livro, mais é o dia do livro! Só isso basta. Então resolvi fazer um post sobre os melhores livros que já li de todos os tempos! Vou tentar ao máximo fujir dos padrões e dos best-sellers, e é claro que tem livros que são obviamente meus preferidos mais que nem precisam entrar na lista de tão óbvios, como por exemplo Harry Potter.

Vamos começar então com o livro da minha foto ao lado, Sal, a capa já diz tudo, acho que é o livro com a capa mais bonita que tenho, e por incrível que pareça, a autora é brasileira. Ela tem um jeito de escrever muito diferente dos livros normais, e a história é incrível, impossível parar de ler, uma história totalmente diferente dos clichês que estamos acostumados, adorei o casal gay! Se passa numa praia e em uma família que à muitas gerações cuida de um farol. Eles meio que vivem afastados do mundo, apenas naquela praia de difícil acesso, raramente saem de lá. Vale a pena ler, é fascinante.

Tenho uma paixão enorme e fascínio pelos livros do Dan Brown, os que li, e amei, foram Anjos e Demônios e Inferno. Amo as aventuras de Robert Langdon nesse universo que mistura a história, igreja e simbolismo. Embora tenha ficado decepcionada com a adaptação do filme Anjos e Demônios...

O próximo é a tão querida Trilogia Millenium!!! Já comprei o box mais até agora só conseguir ler o primeiro livro, que é mega foda, e o filme também. Uma grande aventura que se passa na suécia com direito a jornalismo investigativo, estupradores, serial killers, hackers, romance e muito mais. Totalmente empolgante, de tirar o fôlego, é uma pena que o autor tenha morrido, Stieg Larsson, ele pretendia escrever outros livros de continuação dessa saga maravilhosa.

A menina que não sabia ler, de Jonh Harding. Esse livro é bem louco, no bom sentido. Pela capa simples e branca eu não imaginava a grande história doida que teria dentro. É um dos meus preferidos, gosto de livros exóticos, que saiam do padrão, livros que surpreendam no final.

Gente, é muito livro que amo!

Vamos lá, brevemente: Os dois livros de Khaled Hosseini, O caçador de pipas e A cidade do Sol (que está em promoção no Submarino por R$11,90) , sendo esse segundo o meu preferido por falar do universo feminino. Fascinante, surpreente, chorei muito nos dois, principalmente em A cidade do Sol. Vale super a pena.

A Sangue Frio. Baseado em fatos reais, um livro supostamente jornalístico que mostra um assassinato que aconteceu mesmo, nos Estados Unidos, mostra a versão dos assassinos e das vítimas como se fosse um romance. Podem falar o que quiserem de Truman Capote, mais que ele escreve muito bem, ninguém pode negar. É um livro mais caro, mas vale a pena.

E para finalizar (apenas essa lista e não de todos os livros que amo)  dos queridinhos  Robert e Jay, THE WALKING DEAD! Sou totalmente viciada no seriado e também nos livros, já li os dois primeiros da saga, o terceiro já foi lançado, mas ainda não consegui comprar. Um livro de zumbis que não é bobinho. Indico super, principalmente para os viciados na série. E é isso, por enquanto! rs

21 de abril de 2014

#ConfessoQue

não amo feriado
sou sedentária
não sou feliz
felicidade não existe
sou pobre
amo chocolate
não faço dieta
não ligo pras minha banha
minha mãe canta feio
meu pai é psicopata
meu irmão é retardado
minha cachorra é mais retardada ainda
a páscoa só é feliz porque tem chocolate
odeio fazer trabalhos da faculdade
amo dormir
amo usar óculos
amo mais meu gato que minha família
odeio sol
facebook me irrita
mimimimi me irrita
quero trabalhar
o ovo é mais gostoso que a barra
que sou gorda
sou feia
minha auto estima ta péssima
a internet ta mais devagar que a tartaruga cotoco
odeio padrões de beleza
sou gorda e não ligo
sou feliz em poder comer o que quiser
comer me faz feliz
a comida é minha amiga
meu irmão fede
não sei como meu irmão tem namorada
amo bacon
amo Frozen
nasci de 8 meses
sou lerda
sou muito chata quando quero
sou legal pra caramba
Chega de confissões! Bjunda!

3 de abril de 2014

Perfil autobiográfico

Bom, mês passado fui fazer um teste para uma entrevista de emprego.Um estágio de comunicação. Eles pediram para que cada um dos candidatos fizessem uma apresentação criativa sobre si mesmo. Eu, obviamente, usei e abusei do jornalismo e da diagramação e optei por fazer um texto, um perfil, sobre mim mesma, como se eu tivesse me entrevistado e depois diagramei o texto como se fosse uma página de revista. O texto ficou curtinho pois a apresentação era apenas de três minutos. Mas o resultado ficou bem legal:

O texto:

Nascida para comunicar

“Love what you do”, em inglês que significa “Ame o que você faz”. Essa famosa frase do grande Steve Jobs é o lema da jovem de 19 anos, Alessandra Maria, afinal, para ela, o segredo da felicidade é sempre buscar amar aquilo que fazemos e fazermos aquilo que amamos.

Desde pequena, Alessandra já mostrava sinais de que seria uma comunicóloga. Logo no primário já havia conquistado vários prêmios de redação. Hoje, a jovem está no 3º semestre de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade de Taubaté. Escolheu o jornalismo, primeiramente, porque era o curso que mais se encaixava com os seus dons de fala, escrita e criatividade.

Ao longo dos anos de faculdade, a jovem passou por várias áreas do jornalismo, fez estágio com Telejornalismo onde realizou entrevistas importantes como Eduardo Suplicy, trabalhou com marketing e redes sociais, revista e teve várias matérias publicadas no jornal Diário de Taubaté. “Meus amigos costumam brincar comigo dizendo que sou uma jornalista publicitária, pois domino tanto arte e diagramação quanto texto”, destacou Alessandra.

Seu principal passatempo é a leitura, possui cerca de 100 livros e sempre está lendo algum. A estudante é católica e faz teatro na missa das crianças quase toda semana na Paróquia São José, em Tremembé, cidade onde mora com sua família. Acredita que para ser uma boa jornalista, primeiramente é preciso ser versátil, ter bom senso, ser ético e entusiasmado com a profissão. Afinal, para ela, comunicar é mais do que informar, e sim envolver as pessoas.

A universitária está sempre em busca de novos aprendizados. Alegre, divertida, sensitiva, versátil e compreensível, que gosta de falar, mas também que gosta muito de ouvir as histórias e ensinamentos das pessoas. Hoje Alessandra busca uma nova oportunidade para se inserir no mercado de trabalho na área de comunicação.<<

2 de abril de 2014

Entrevista de estúdio - Renata Santos

Na faculdade de jornalismo a gente consegue ter diversas experiências interessantes. Nessa semana por exemplo, tive que fazer um trabalho valendo nota para a disciplina de Telejornalismo, uma entrevista de estúdio de apenas 4 minutos. Escolhi o tema música e entrevistei a Renata Santos, da dupla Renata e Gustavo (site). Eles são irmãos, de Taubaté, já possuem um CD lançado e vão lançar mais um esse ano, com direito a clipe e tudo mais. Confiram o vídeo: