18 de maio de 2014

Cotas raciais, o ‘tapador de buraco’ do governo para um ensino sem qualidade

Por Alessandra Maria (artigo de opinião)

Liberdade, igualdade e fraternidade. Lá nos anos 1790 os franceses já clamavam por esses direitos básicos que todos os seres humanos deveriam ter acesso. E mesmo hoje, três séculos depois, do outro lado do mundo, no Brasil, não vemos esses direitos simples serem respeitados. Negros, brancos, pobres, ricos, estrangeiros, entre tantas outras diferenças da espécie humana, estamos longe da igualdade.

Analisando a teoria, o Brasil hoje deveria ser um país de igualdade, pois a Constituição Federal de 1988 assegura isso a toda a população:

Artigo 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (...).

Se, a constituição nos assegura isso, por que em 2012 o nosso Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade de votos que a política de cotas raciais será usada como um dos critérios para ingresso nas universidades? Se, temos o direito à liberdade e à igualdade, por que negros haveriam de ter qualquer tipo de preferência?

A decisão do STF tem a justificativa de reduzir as profundas disparidades sociais que segregam milhões de brasileiros. Julgando que, negros seriam pobres e teriam maior dificuldade de entrar na universidade. Segundo o Censo de 2010, temos 47,7% da população que se declara branca e 7,6% que se declara negra. A mesma pesquisa mostra que em um grupo de pessoas de 15 a 24 anos que frequentava o nível superior, 31,1% dos estudantes eram brancos, enquanto 12,8% eram negros. Se, temos uma quantidade menor de negros no país, consequentemente teremos uma quantidade menor de negros nas universidades se comparado à população declarada branca.


Em 2013, apenas 7,7% dos candidatos de escola pública que fizeram o vestibular da Fuvest conseguiram entrar na Universidade de São Paulo (USP) em 2013. Sendo que 85% dos estudantes de ensino médio do país são de escolas públicas. Se, nossos alunos de ensino médio público não estão conseguindo entrar no ensino superior público do país, algo muito errado está acontecendo, e algo que de nada está relacionado a desigualdades sociais ou raciais, e sim a qualidade da educação.

Ou temos um ensino superior público de difícil acesso com provas extremamente acima do nível necessário de conhecimento ou temos um ensino médio público muito ruim que não consegue nem colocar seus alunos na universidade pública. Há sim um grande problema, a falta de investimento e o descaso com a educação. E não são cotas raciais que vão diminuir esse problema. A educação é a chave para resolver 60% dos problemas do nosso país. Se a questão é diminuir a desigualdade social, o primeiro passo seria uma rede de educação de qualidade para que pobres ou ricos, brancos ou negros frequentassem as mesmas escolas e tivessem as mesmas chances de ingressar nas faculdades. Se for para tapar mesmo o buraco na educação, que se coloquem cotas para alunos de ensino médio público, e não apenas negros.

Após a votação das cotas de 2012, um processo parecido se repetiu este ano. Em março deste ano, com 314 votos a favor e 36 contra, a Câmara dos Deputados aprovou dessa vez, um projeto de Lei do governo federal que reserva 20% das vagas em concursos públicos para candidatos que se declararem pretos ou pardos. Num país com uma miscigenação tão grande, como é possível saber quem realmente é negro, pardo ou branco? Eu sou branca, meu bisavô é negro, e esse sangue negro corre em minhas veias, então afinal, o que eu sou?

Até quando o governo tentará tapar os buracos da falta de educação de qualidade, e da desigualdade social? Cotas para negros não é a solução em nenhum dos casos, nem das universidades e nem nos concursos públicos. E se a população não está satisfeita com a qualidade do ensino no país, que não é igualitária e nem de qualidade, deveríamos nos inspirar mais na revolução francesa e garantir nossos direitos à igualdade, liberdade e fraternidade.

24 de abril de 2014

RESENHA: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

Vi esse livro na prateleira da livraria e me apaixonei pela capa! Mesmo sem grana e com uma fila imeeeensa de livros para ler, tive que comprar e passar ele na frente de todo mundo (os livros, meus babys). A capa tem ilustrações de diversos personagens da história do Brasil, mas o que mais me chamou atenção foi ter a imagem da Dilma, ela é tão recente e já está em um livro da história do Brasil? É a versão mais nova do livro, a que li, que possui mais histórias e mais personagens, é a edição ampliada. O autor é Leandro Narloch. Vejam que f*da a capa:



Vamos lá, o livro começa desde o começo meeeeeeeesmo, la na época dos índios. Fala dos portugueses, dos escravos, das guerras, dos conflitos, do 14 bis, da independência, dos personagens, dos livros, de artistas e políticos. Não vou falar mais que isso, já que esse livro trata muitos assuntos em pequenos capítulos, fica muito fácil de dar spoiler. Mais já da pra imaginar mais ou menos o conteúdo riquíssimo.

 O livro veio questionar toda a história contada para o nós, meros mortais, sobre o nosso Brasil, e mostrar que nem tudo que aprendemos durante os quase 12 anos na escola é verdade. Muita coisa é distorcida, exagerada, errada e má interpretada. Mesmo o autor usando argumentos e fontes, são coisas tão diferentes da que ouvimos a vida inteira que é até de desconfiar se esse livro é verdadeiro.

Mas a questão é que esse livro abre a sua mente para criticar nossas histórias, nossos heróis e nossos vilões. É um livro muito rico, agregou muito para minha bagagem de jornalista, tem uma linguagem leve, moderna, gostosa de ler. Não é um livro chato, possui capítulos pequenos e eu amo isso. E o que me chamou a atenção foi a diagramação do livro, como entendo um pouco dessa área eu posso dizer: É a diagramação de livros mais linda e perfeita que já vi até hoje. Parabéns para a equipe do livro!

Na verdade esse livro possui, o que podemos chamar, de pequena saga. São outros livros no mesmo estilo com histórias diferentes. Além do Guia Politicamente incorreto da história do Brasil, temos o da América Latina, do Mundo e da Filosofia, devem ser interessantes. Eu juro que vou tentar ler todos, vamos ver se a minha questão financeira irá permitir.



23 de abril de 2014

Dia do liiiiiiiivro + the best books

Bom, não é o dia Nacional do Livro, mais é o dia do livro! Só isso basta. Então resolvi fazer um post sobre os melhores livros que já li de todos os tempos! Vou tentar ao máximo fujir dos padrões e dos best-sellers, e é claro que tem livros que são obviamente meus preferidos mais que nem precisam entrar na lista de tão óbvios, como por exemplo Harry Potter.

Vamos começar então com o livro da minha foto ao lado, Sal, a capa já diz tudo, acho que é o livro com a capa mais bonita que tenho, e por incrível que pareça, a autora é brasileira. Ela tem um jeito de escrever muito diferente dos livros normais, e a história é incrível, impossível parar de ler, uma história totalmente diferente dos clichês que estamos acostumados, adorei o casal gay! Se passa numa praia e em uma família que à muitas gerações cuida de um farol. Eles meio que vivem afastados do mundo, apenas naquela praia de difícil acesso, raramente saem de lá. Vale a pena ler, é fascinante.

Tenho uma paixão enorme e fascínio pelos livros do Dan Brown, os que li, e amei, foram Anjos e Demônios e Inferno. Amo as aventuras de Robert Langdon nesse universo que mistura a história, igreja e simbolismo. Embora tenha ficado decepcionada com a adaptação do filme Anjos e Demônios...

O próximo é a tão querida Trilogia Millenium!!! Já comprei o box mais até agora só conseguir ler o primeiro livro, que é mega foda, e o filme também. Uma grande aventura que se passa na suécia com direito a jornalismo investigativo, estupradores, serial killers, hackers, romance e muito mais. Totalmente empolgante, de tirar o fôlego, é uma pena que o autor tenha morrido, Stieg Larsson, ele pretendia escrever outros livros de continuação dessa saga maravilhosa.

A menina que não sabia ler, de Jonh Harding. Esse livro é bem louco, no bom sentido. Pela capa simples e branca eu não imaginava a grande história doida que teria dentro. É um dos meus preferidos, gosto de livros exóticos, que saiam do padrão, livros que surpreendam no final.

Gente, é muito livro que amo!

Vamos lá, brevemente: Os dois livros de Khaled Hosseini, O caçador de pipas e A cidade do Sol (que está em promoção no Submarino por R$11,90) , sendo esse segundo o meu preferido por falar do universo feminino. Fascinante, surpreente, chorei muito nos dois, principalmente em A cidade do Sol. Vale super a pena.

A Sangue Frio. Baseado em fatos reais, um livro supostamente jornalístico que mostra um assassinato que aconteceu mesmo, nos Estados Unidos, mostra a versão dos assassinos e das vítimas como se fosse um romance. Podem falar o que quiserem de Truman Capote, mais que ele escreve muito bem, ninguém pode negar. É um livro mais caro, mas vale a pena.

E para finalizar (apenas essa lista e não de todos os livros que amo)  dos queridinhos  Robert e Jay, THE WALKING DEAD! Sou totalmente viciada no seriado e também nos livros, já li os dois primeiros da saga, o terceiro já foi lançado, mas ainda não consegui comprar. Um livro de zumbis que não é bobinho. Indico super, principalmente para os viciados na série. E é isso, por enquanto! rs

21 de abril de 2014

#ConfessoQue

não amo feriado
sou sedentária
não sou feliz
felicidade não existe
sou pobre
amo chocolate
não faço dieta
não ligo pras minha banha
minha mãe canta feio
meu pai é psicopata
meu irmão é retardado
minha cachorra é mais retardada ainda
a páscoa só é feliz porque tem chocolate
odeio fazer trabalhos da faculdade
amo dormir
amo usar óculos
amo mais meu gato que minha família
odeio sol
facebook me irrita
mimimimi me irrita
quero trabalhar
o ovo é mais gostoso que a barra
que sou gorda
sou feia
minha auto estima ta péssima
a internet ta mais devagar que a tartaruga cotoco
odeio padrões de beleza
sou gorda e não ligo
sou feliz em poder comer o que quiser
comer me faz feliz
a comida é minha amiga
meu irmão fede
não sei como meu irmão tem namorada
amo bacon
amo Frozen
nasci de 8 meses
sou lerda
sou muito chata quando quero
sou legal pra caramba
Chega de confissões! Bjunda!

3 de abril de 2014

Perfil autobiográfico

Bom, mês passado fui fazer um teste para uma entrevista de emprego.Um estágio de comunicação. Eles pediram para que cada um dos candidatos fizessem uma apresentação criativa sobre si mesmo. Eu, obviamente, usei e abusei do jornalismo e da diagramação e optei por fazer um texto, um perfil, sobre mim mesma, como se eu tivesse me entrevistado e depois diagramei o texto como se fosse uma página de revista. O texto ficou curtinho pois a apresentação era apenas de três minutos. Mas o resultado ficou bem legal:

O texto:

Nascida para comunicar

“Love what you do”, em inglês que significa “Ame o que você faz”. Essa famosa frase do grande Steve Jobs é o lema da jovem de 19 anos, Alessandra Maria, afinal, para ela, o segredo da felicidade é sempre buscar amar aquilo que fazemos e fazermos aquilo que amamos.

Desde pequena, Alessandra já mostrava sinais de que seria uma comunicóloga. Logo no primário já havia conquistado vários prêmios de redação. Hoje, a jovem está no 3º semestre de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade de Taubaté. Escolheu o jornalismo, primeiramente, porque era o curso que mais se encaixava com os seus dons de fala, escrita e criatividade.

Ao longo dos anos de faculdade, a jovem passou por várias áreas do jornalismo, fez estágio com Telejornalismo onde realizou entrevistas importantes como Eduardo Suplicy, trabalhou com marketing e redes sociais, revista e teve várias matérias publicadas no jornal Diário de Taubaté. “Meus amigos costumam brincar comigo dizendo que sou uma jornalista publicitária, pois domino tanto arte e diagramação quanto texto”, destacou Alessandra.

Seu principal passatempo é a leitura, possui cerca de 100 livros e sempre está lendo algum. A estudante é católica e faz teatro na missa das crianças quase toda semana na Paróquia São José, em Tremembé, cidade onde mora com sua família. Acredita que para ser uma boa jornalista, primeiramente é preciso ser versátil, ter bom senso, ser ético e entusiasmado com a profissão. Afinal, para ela, comunicar é mais do que informar, e sim envolver as pessoas.

A universitária está sempre em busca de novos aprendizados. Alegre, divertida, sensitiva, versátil e compreensível, que gosta de falar, mas também que gosta muito de ouvir as histórias e ensinamentos das pessoas. Hoje Alessandra busca uma nova oportunidade para se inserir no mercado de trabalho na área de comunicação.<<

2 de abril de 2014

Entrevista de estúdio - Renata Santos

Na faculdade de jornalismo a gente consegue ter diversas experiências interessantes. Nessa semana por exemplo, tive que fazer um trabalho valendo nota para a disciplina de Telejornalismo, uma entrevista de estúdio de apenas 4 minutos. Escolhi o tema música e entrevistei a Renata Santos, da dupla Renata e Gustavo (site). Eles são irmãos, de Taubaté, já possuem um CD lançado e vão lançar mais um esse ano, com direito a clipe e tudo mais. Confiram o vídeo:


Ônibus, o famoso busão

Esse é o grande meio de transporte. Famoso, popular, impossível achar alguém que nunca subiu em um para um passeio. Tem os mais chiques, leito, com wi-fi, ar condicionado, televisão, e tem os pobrezinhos, que são aqueles que rodam todas as cidades do país apilhados de gente se sentindo sardinhas na lata. O meio de transporte que gera intrigas, assédios, e até mesmo manifestações. Por que o nosso querido busão que nos leva todos os dias nos gera tanta repugnância? Por que todos que andam de ônibus sonham em poder se livrar dele? São diversos motivos, mais principalmente é porque o sistema ainda é precário. 
Primeiramente, o horário. Tem ônibus que só passa a cada 1 hora. Se você chegar no ponto e o busão tiver acabado de passar, vai ficar lá, de pé, no sol, uma hora, no ponto. Ah, o ponto. Lindos esses pontos que ficam no meio do mato, sem sombra, sem assento, perfeito para o cidadão se sentir feliz e confortável. E quando o ônibus não vem? Senta (na calçada) e chora, liga pro chefe porque você vai atrasar. E, fique esperta, vão aparecer muitos homens te assediando quando você tiver no ponto, isso acontece comigo todos os dias. Moço, não é porque eu to no ponto esperando a droga do ônibus que sou obrigada a escutar essas coisas! #estressadalogocedo
Legal, depois de tanta espera, e tanto sofrimento de pé no sol carregando sua mochila pesada e ouvindo animais te assediando, você vê o ônibus, e sente um alívio pois enfim poderá sentar e descansar suas costas que agora já doem em plena 7 horas da manhã. Ou foi isso que você pensava. O ônibus vem lotado de gente e quase não espaço para você ficar de pé. Você se livrou do sol, mais agora tem ser artista de circo, achar espaço, se pendurar nos cabos, segurar a mochila na frente para ninguém te roupar e ainda proteger a retaguarda dos tarados de plantão. E, se esquivar do povo que cedinho já está fedendo urubu pobre. Agora a missão é se infiltrar lentamente para o fundo, sem esbarrar nas pessoas, para que você possa conseguir descer no ponto certo. Depois de muito suor, você desceu, finalmente, alívio. Cansada, com dor nas costas, estressada, suada, agora você precisa andar mais uns 3km até o seu trabalho. E ainda chegar lá com uma cara feliz de bom dia, de descansada, limpa e tranquila. Não é fácil a vida de quem anda de ônibus. Entendam. É muito sofrimento. 

8 de março de 2014

Nosso dia?

Todos já sabemos que hoje é o Dia Internacional da Mulher. Dia de comemorar? Não. Para mim é dia lembrar a luta. A luta constante das mulheres, que começou a milhares de anos. Direito ao voto? Isso não é nada. Queremos o direito de igualdade. Me parece irônico quando vejo em dias como hoje, vários homens compartilhando frases bobinhas de "Feliz dia da Mulher", sendo que na casa dele é um ser totalmente machista, não ajuda a criar os filhos, não ajuda na limpeza e manutenção da casa e ainda bate na esposa e filhos. Em dias como hoje fico triste por ainda existir o machismo. E mais triste ainda por saber que existem homens que acham que o feminismo é elevar as mulheres acima dos homens. Feminismo não é uma luta de sexos, é um luta de igualdade. Fico triste em saber que ainda existem homens que estrupam (na verdade esses nem merecem ser chamados de 'homem' e sim de 'animal'). Fico triste em saber como as mulheres ainda sofrem no mundo inteiro, sendo que a maior parte da população mundial são de mulheres. Portanto hoje não é dia de comemorar, pois as mulheres ainda não conseguiram a igualdade da sociedade. Hoje é dia de luta. De lembrar com mais força de que existe essa luta e mulheres sofrem com isso todos os dias, em casa esquina que algum idiota assobia, em cada quarteirão que algum estúpido coloca a mão suja na sua bunda. A cada mês que seu salario vem mais baixo do que o do cara que faz a mesma coisa que você. A cada dia em que uma mulher é estrupada e colocam a culpa na mulher por suas roupas. O que mais me dói ainda é saber que existem mulheres machistas. Querida, você tem uma vagina? Então sim, você é feminista. Não tem como não ser. Hoje não devia ser o dia da mulher, devia ser o dia do feminismo, do dia da luta contra a opressão do pênis, o dia da luta a favor da igualdade. Eai, você é a favor da igualdade?




Chuva que me inspira

Estou aqui no 5º andar, vejo pessoas caminhando para todos os lados. O céu está cinza esbranquiçado e gotículas de água caem nos guarda-chuvas bregas. Vejo alguns andando, tranquilamente, sob a água sem nenhuma proteção. Pessoas que ficam felizes por estarem sentindo a chuva. Sim, eu amo a chuva. Daqui posso ver muitas coisas, tenho uma visão privilegiada. Vejo os sinos da igreja que tocam de hora em hora, vejo a poluição do céu, vejo o Cristo de braços abertos no morro, vejo muitos prédios e poucas árvores, vejo as ruas e o trânsito, vejo as pessoas, vejo você. Aquele que destaca perante a multidão, não para todos, sim para os meus olhos. Seu andar, seu jeito, se fechar os olhos posso até sentir seu cheiro e ver seu sorriso. Você está molhado, e por isso, extremamente nervoso, você odeia chuva e eu amo. Chuva que te estressa, chuva que me acalma. Chuva que limpa, clareia, estraga. Chuva que estragou muitas das nossas noites especiais. Por que odiar tanto a chuva? Por que tanto caos em ficar com os pés molhados? Querido, você sabe mesmo como fazer tempestade em copo d'água. Eu te vejo e desejo estar com você. Mais não te seguirei, não te encontrarei, não nessa chuva. Pois eu sei que você não está bem e não quero ser contagiada pelo seu estresse. Ó chuva, por que sempre vem na hora errada? Por que não vem nas horas em que o sol nos queima? Não precisamos de você a noite. Ó chuva. Chuva que me inspira e eu respiro. Vejo e releio mais não sinto. Quero sair, quero te sentir ó chuva. Não posso me molhar. Ficar molhado, sair na chuva tranquilamente, isso é luxo para poucos. É,chuva, está na hora de você partir, já fez estrago suficiente para os que te odeiam, já trouxe o necessário para os que o amam. Flores, ah, como elas te amam.