15 de abril de 2015

Agora é a hora

Quando tudo aquilo em que você mais acreditava acontece, qual é a sensação?
Um êxtase incontrolável paira sobre mim, um turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo me esmagam: ansiedade, alegria, saudade, medo, amor, loucura... Aquele frio na barriga delicioso de sentir. Aquele ar gélido que balança seus cabelos e que você sabe que tem cheiro de mudanças. 
Ando por esses corredores vazios e enormes e observo cada detalhe, cada trincado de parede, cada vista bonita de cada janela, cada sorriso e cada abraço, observo tudo atentamente tentando absorver tudo ao máximo que puder, pois esse ar que está vindo me faz ter a certeza que tudo isso vai mudar, esses corredores são passageiros, essa paisagem maravilhosa da minha janela vai ficar cada vez mais longe, e eu continuo olhando o horizonte, as pessoas passando na calçada, os pássaros nas árvores que vez ou outra entram pela minha janela. Ao mesmo tempo em quê anseio pela mudança, já sinto falta dessa vista, deste lugar, não quero esquecer nenhum detalhe disso.
Lugares, que você ama ou odeia, não deixe-os que te prendam como um periquito em sua gaiola, não se acomode. Seja como um pássaro, livre, liberte-se de sua tão confortável prisão e vá além do desconhecido. Afinal, quero conhecer outras paisagens além dessa na minha janela. Eu anseio por isso. E, escrevendo isso agora, percebo que esse sempre foi meu destino, o meu sonho. Eu nasci para seguir este caminho que agora bate a minha porta. Coragem é o que não me faltará neste momento para abrir a porta e seguir em frente, sem medo para encarar os novos desafios, porque eu esperei a vida toda por esse momento.
Afinal, agora nem mais o céu é o limite.
É hora de ir ALÉM.

30 de março de 2015

Considerações sobre "A Garota eu eu quero"

Li este livro no último final de semana e fiquei com vontade de compartilhar minha opinião sobre o mesmo.
Escrito por ninguém menos que o consagrado autor de A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak, achei esse livro muito simplório.
Depois de ter lido A Menina que Roubava Livros, eu espera um livro bem mais complexo e com estilo mais marcante do que foi "A Garota que eu quero".
A história é fofa, claro, bem relaxante, (e bem tranquila) mas em estilo meio John Green. Não que eu não tenha gostado, gostei muito, mas achei muito básico para o escritor de uma obra complexa consagrada. Vai ver por isso que este livro não é muito comentado.
Ele conta a história de Cameron, um menino que se sentia um 'nada', um fracassado, um perdedor que vivia à sombra dos irmãos. Entre os capítulos, o personagem principal (Cameron) vai escrevendo belos textos tipo poeminhas que acompanham seus sentimentos de acordo com o que acontece na história. É bem bonitinho ver um menino com sentimentos dessa maneira como é apresentada no livro. Ele encontra uma garota, a Octavia (que é ex-namorada do irmão fodão dele) e eles se apaixonam. E por incrível que pareça, o irmão nem ligou... bem esquisito, mas tudo bem.
Os dois começam achar sentido para suas vidas depois que se apaixonam. No fim da história, Cameron se sentiu alguém no mundo depois de salvar o irmão de uma fria, não vou entrar em detalhes para que você possa ler o livro.
E é isso, fim. Bem assim, do nada e fim. Fiquei esperando e nada. Sem clímax na história, sem momentos de tensão ou emoção, apenas um bela história.
Fiquei sabendo que este livro é uma trilogia e existem dois livros que precedem este, mas a editora não os publicou no Brasil, publicou só este como se ele fosse forever alone no mundo. Vai ver o fio da meada está nos dois primeiros livros, mas, mesmo se for, uma trilogia com um fim desses é de matar o leitor de sono, fiquei frustada.

24 de março de 2015

Resenha: A Viagem do Descobrimento

O nome do livro já te faz ter uma ideia do tema, principalmente depois de ler o subtítulo: "Um outro olhar sobre a expedição de Cabral". É um livro bem fino, deve ter umas 120 páginas no máximo e eu vou te contar porque eu li esse livro e porque você precisa ler também.

Estava eu lendo um livro sobre livro-reportagem para saber como fazer meu TCC (Isso antes de eu mudar completamente meu projeto). O livro citava vários livros-reportagens de grande importância e destaque no Brasil e no mundo. Para leigos no assunto, livro-reportagem é igual um livro qualquer, a diferença dele é que sua história é completamente verídica, nada foi inventado, tudo realmente aconteceu.

Um desses livros citados foi aquele que da título a este post. Logo fiquei espantada, como o cara (Eduardo Bueno) vai investigar fatos e entrevistar pessoas sobre um acontecimento de mais de 500 anos? Depois soube que o autor era JORNALISTA!! Com certeza esse era um livro que eu precisava ler, no mesmo instante entrei no site da Americanas e o adquiri (não paguei nem 20 reais na época).

O livrinho chegou e eu mergulhei na leitura. O livro é de 2006 (essa edição) e tem uma linguagem bem fácil de ler. Eu gosto de história e já estou acostumada com a escrita complexa dos historiadores, mas esse livro é super fácil de ler e entender, tem diversas imagens e comentários, é uma leitura rápida, mas de grande conteúdo.

Este livro não vai falar apenas da viagem de Pedro Álvares Cabral até chegar o Brasil e uhul. Ele conta os precedentes, o que fez os lusitanos à desviarem tanto da rota e chegar ao Brasil? Será que foi mesmo sem querer? Será que alguém já esteve por aqui antes, extra-oficialmente? Como foram as viagens que precederam este acontecimento? Como foi o encontro com os índios? E o que aconteceu depois? Qual era a imagem de Portugal perante a Europa? Porque foram eles que chegaram no Brasil primeiro? Qual foi a reação do Rei? Por que Pedro Álvares que liderou essa viagem? Quem era ele? E muuuuuuuuuito mais. São várias curiosidades que eu nem imaginava e nunca havia aprendido em nenhuma aula de história na escola.

Vale a pena ler, eu indico. Ele é o primeiro volume da Coleção Terra Brasilis, são mais outros três títulos que dão continuidade: Náufragos, Traficantes e Degredados; Capitães do Brasil; A Coroa, a Cruz e a Espada. Curto muito livros de história, creio que seja de extrema importância conhecer nossa origem e espero um dia conseguir ler a coleção completa.


13 de fevereiro de 2015

Eu não gosto de carnaval, e daí?

Podem me chamar de anormal, extraterrestre, velha ou o que for, tem coisas que na vida que a gente simplesmente não gosta.
E não pelo fato da data carnaval e sim do jeito que fazem carnaval hoje.
Infelizmente as pessoas ainda não aprenderam a ter educação. A poucos anos começou a ter carnaval de rua na minha cidade e foi a pior coisa que podia acontecer. Você vai ao centro e a cidade está imunda, não dá pra pular carnaval sem fazer sujeira?
Sem contar que a maioria dos foliões pensam que só podem se divertir se estiverem caindo de bêbados, isso deixa a festa chata, sem contar nos mijões de carnaval que contribuem para deixar a cidade toda com um cheirinho D-E-L-I-C-I-O-S-O de mijo de bêbado. E para as mulheres fazer xixi se torna um parto, porque nessas festas você pode encontrar de tudo, menos banheiro limpo.
As pessoas ficam bêbadas e ficam mais violentas, acontecem muitos acidentes de trânsito. Uma muvuca de gente, tudo lotado, um monte de bêbados, é briga na certa.
Sem contar que os homens quando bebem perdem a noção do espaço e ficam encostando nas mulheres, falta de respeito e vergonha na cara. (E eu nem citei ainda o aumento nos casos de estrupo).
E as escolas de samba? Acho lindo, gosto de assistir na TV, desde que seja no mudo. Aquele ritmo me incomoda demais, parece a mesma música que foi colocada para repetir eternamente.
Resumindo, hoje vejo o carnaval assim: Sujeira, álcool e violência.
Até gosto do carnaval pelo feriado, mais de que adianta não trabalhar e ter que ficar trancado em casa? Porque na rua não dá pra sair porque todo lugar está cheio de bagunça. Preferia trabalhar.
O dia que inventarem uma festa de carnaval legal, com músicas legais e gente legal (e por gente legal eu digo pessoas que sabem se divertir sem ficarem totalmente bêbadas ou desrespeitar os outros), quem sabe eu sinta alguma vontade de ir, pois por enquanto, pode cansar de convidar, eu não vou, simplesmente porque não gosto.
Vou curtir meu carnaval descansando muito!

27 de janeiro de 2015

Cadê a comunicação interna?

Por mais incrível que pareça, aos meus olhos, a maior dificuldade das empresas está em trabalhar a comunicação com o público interno. E este, é um público tão importante quanto a imprensa, o governo e a comunidade, pois todos esses são grupos formadores de opinião. A pessoa que está a frente da empresa não consegue enxergar que seus próprios funcionários são uma via de comunicação valiosa. Um funcionário com certeza vai falar de sua empresa aos amigos, colegas e familiares. E se esse empregado não estiver satisfeito com seu empregador e seu trabalho, pode ser prejudicial à imagem da empresa.

A maioria das pessoas vivem com salários baixos, muita pressão, falta de benefícios, contudo, percebemos situações em que os salários podem ser razoáveis, os benefícios consistentes e, ainda assim, o funcionário não se sente feliz. Pois esse trabalhador não respeita e nem reconhece a própria empresa em que trabalha, ele não se sente valorizado e nem importante. E esse é exatamente o tipo de cara que jamais vai compartilhar um post da empresa no seu Facebook pessoal ou levar uns panfletos na padaria em que frequenta. É importante sim ter um bom relacionamento com a público interno, seus funcionários também são seres humanos e se o público que está dentro da empresa não tem respeito por ela, nem adianta começar os trabalhos com o público externo.

É incrível pensar que em muitas instituições falta comunicação dentro dela mesma. Ninguém está sabendo do evento, fulano disse que o Diretor mandou fazer assim, ciclano disse que o Vice-diretor mandou fazer assado e assim vão os funcionários tropeçando nas informações para tentar trabalhar. Assim, a galera só fica sabendo o que está acontecendo na empresa em dois pontos: banheiro e café.
Para a informação chegar à todos os departamentos é preciso criar vias, seja ela por e-mail, informativos impressos ou mesmo pessoalmente em reuniões semanais. Mas é preciso colocar isso em primeiro lugar, seu público interno (funcionários, colaboradores e clientes) são o primeiro público, o mais importante, aquele no qual você deve pensar primeiro todos os dias.

12 de novembro de 2014

Lágrimas de uma mãe qualquer

Eu cheguei com um sorriso, mas ao olhar para seu rosto já vi que havia algo errado. Era o rosto de uma mãe, da Dona Ana.
Ana é daquelas mães que dão a vida por seus filhos. Tira da própria boca pra dar pras crianças. Não viaja, não passeia, não curte a vida. Sua função é garantir um futuro melhor para os filhos.
Lágrimas começaram a brotar em seus olhos e eu me espantei. Palavras e mais palavras, desabafos. Ana estava a beira da depressão. Depressão não é tristeza, e sim a falta de esperança.
Ela tinha feito uma drástica descoberta naquele dia: a de que seu filho era usuário de drogas. Encontrou a droga dentro de sua própria casa e o filho foi obrigado a confessar. Seu mundo se despedaçou. Nada fazia sentido. Escuridão. Dúvidas. Medos. Mas mesmo assim, amor. E a grande questão era: Por que?
  - Sou uma boa mãe, sempre dei tudo, fiz de tudo por eles, como ele faz isso comigo?
Dizia Ana aos prantos. Até então eu nunca tinha visto de perto o efeito das drogas. Elas não fazem mau apenas ao corpo, não é só o físico que afeta, o psicológico é o que mais sofre. E o usuário não sofre sozinho, a família toda sofre junto.
Eu queria apenas que esse filho ouvisse o que eu ouvi da mãe dele. Eu queria que esse filho visse as lágrimas derramadas. Filhos nunca estão satisfeitos porque não entendem como funciona o mundo. As coisas não são fáceis para ninguém.
Mãe, me ajuda.

7 de novembro de 2014

Desabafo sobre o trânsito

A vida toda eu sonhava com o dia em que poderia dirigir. Já sonhei muitas vezes literalmente. Sempre foi algo que me fascinou, poder ir aos lugares por si mesmo, sem depender dos outros, poder ser útil, ser livre. Sempre achei que quando completasse 18 anos, no dia seguinte já estaria fazendo as aulas da autoescola. Doce ilusão.

Aconteceu que, fiz 18 e nada mudou. Não tinha tempo e muito menos dinheiro pra pagar autoescola. Eu era estagiária, trabalhava o dia todo, ganhava muito mau e meus pais não tinham condições de pagar pra mim. Enfim, fui dar entrava da autoescola 8 meses depois da maioridade, e paguei parcelado ainda. Finalmente achei que em breve realizaria aquele sonho. Mais uma doce ilusão. A burocracia é gigante no Detran. É papelada, é documento, é foto, é médico, é tudo. Aulas e mais aulas. Prova teórica que foi marcada para depois de três meses. Quarenta horas de aulas práticas. É luta e espera que não tem fim.

Já com 19 anos, consegui ela, a tão sonhada carteira de motorista (ou PPD para os "iniciantes", que é o meu caso), o pedacinho de papel que iria mudar a minha vida. Ou deveria.

Nada mudou. Continuei andando de ônibus e dependendo da boa vontade dos meus pais para emprestar o carro para ir na esquina comprar pão, só para ter o gostinho de dirigir.

O desespero aumentou. Tanta luta pra nada, pra continuar nessa vida de sair 1h30 mais cedo de casa por causa do ônibus.

Após uma grande dose de coragem, sorte e iluminação divina, consegui comprar uma moto. O sonho era um carro, óbvio, mas acabou que agora gosto muito mais de moto.

Foi ai a minha verdadeira estréia como motorista nesse trânsito de Taubaté/Tremembé.

E foi aí que chegou mais uma decepção. Descobri que o trânsito não é tão legal assim. O trânsito é decepcionante e as pessoas são mais ainda. Achei que os motoristas eram felizes por poder dirigir e ir aonde quiser, mais então vi que os motoristas odeiam dirigir. (Aposto que não lembram da época em que pegavam ônibus).

Ninguém respeita ninguém, muito menos as leis de trânsito. Estar na rua te faz desaprender a dirigir. As pessoas fazem tudo errado. De acordo com minha observação, mais de 50% dos motoristas não dão seta ao virar (algo de extrema importância nessas cidades que possuem milhões de rotatórias). As pessoas não param quando devem parar, não dão preferencia quando é pra dar, não parar para os pedestres nem mesmo na chuva. Uma vez parei para uma velhinha atravessar e todos os carros atras ficaram buzinando. Falta de educação.

As pessoas não dirigem para os outros, como deveria ser, elas dirigem para si próprias, não estão nem aí, viram sem dar seta mesmo, passaria por cima até se pudesse. E tem também aqueles que são tão desligados que só veem que o sinal abriu quando ele está fechando.

O trânsito é triste, as pessoas são ignorantes. Gostaria que os motoristas se lembrassem da época em que andavam de ônibus e demoravam duas horas para chegar ao seu destino, dar a preferência pra alguém ou parar para um cidadão atravessar a rua, não vai acabar com sua vida.

22 de outubro de 2014

Você poderia

Você poderia ter sido ele.
Poderia ter sido o homem da minha vida, meu amante, confidente, meu amigo. Você poderia...
Poderia ter sido perfeito, não em si, mas pro nosso amor. Perfeição não existe.
Poderia ter sido louco, maluco pela vida, não levado tão a sério...
Poderia ter me dito o que pensava no exato momento...
Poderia ter sido mais compreensível, mais leve, menos exato.
Poderia ter ficado ao meu lado naquele pôr-do-sol.
Poderia ter me dado a mão e me levado contigo...
Poderia ter respondido todas aquelas cartas ignoradas...
Poderia ter dito tantas belas palavras...
Poderia ser se importado menos com problemas pequenos... e perdoado mais.
Poderia ter valorizado mais as pequenas coisas e presenteado mais com simples gestos.
Poderia ter me surpreendido, me levado ao delírio.
Poderia ter feito aquela lágrima virar um sorriso com um simples beijo.
Poderia ter explicado melhor aquele mal entendido.
Poderia ter deixado o orgulho de lado em nome de algo maior.
Poderíamos ter sonhado mais.
Poderíamos ter feito mais loucuras, mais risadas, mais passeios bobos...
Poderíamos ter sido mais amigos e confidentes...
Poderíamos ter desabafado todos os sentimentos e pensamentos.
Poderíamos ter sido mais sinceros um com outro.
Poderíamos ter mais confiança e esperança.
Nesse mundo inconstante de possibilidades, já não importa mais o que foi feito ou não. Atos e palavras dessa história, com começo e meio levaram a este fim. Fim simples, como sempre fomos. Fim feio para um começo tão bonito. Tardio, repentino, inesperado, assustador. As coisas aconteceram, erros foram cometidos. O que deixamos ou não de fazer não é mais. Não é mais nada. Não somos mais nada. 

13 de outubro de 2014

O valor das coisas

Afinal, quem define o valor das coisas?
Qual o valor de um beijo, de um abraço? De um amigo, de um namorado? De uma foto ou um vídeo? De um trabalho realizado?
De onde vem o valor?
O valor das coisas somos nós quem damos. As pessoas sempre querem valorizar a si mesmas e desvalorizar os outros, querem ser importantes e menosprezam o suor dos outros.
Você, na humildade, pode acabar desvalorizando a si mesmo, pode pensar que não é o melhor e nem o mais importante e que não merece mesmo. Você não precisa ser o melhor para se valorizar, você tem o seu valor, seu trabalho é importante, afinal você estudou muito e batalhou muito para saber fazer tudo o que você faz hoje.
Qual vale o seu tempo?
Tempo, uma coisa preciosa nos dias hoje, tempo, que todos querem e poucos têm.
Você é um ser humano e merece ser valorizado. Conhecimento não vêm de graça e nem cai do céu. É preciso muita força de vontade e luta para correr atrás dele.
Pense nisso, será que você está dando o devido valor aos outros e a si mesmo?